segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Balmasqué perdeu o Brilho


Lustres, luzes, fantasias... Até mesmo Torre Eiffel e o Arco do Triunfo estavam lá, mas faltava o brilho. 
Já não se veem mulheres com vestidos longos e máscaras luxuosas que, até dois anos atrás, ainda desfilavam entre as mesas e camarotes do Bal Masqué. Sim, em apenas dois anos a indústria cultural tomou conta da nossa cultura. O tradicional Baile de Máscaras deu lugar a micareta. 
Onde estariam nossos artistas enquanto a Bahia invadia nosso Carnaval? Será que estavam cantando nas terras soteropolitanas? Penso que não. Grandes nomes como André Rio, Nena Queiroga, Almir Rouche e Claudionor Germano sequer foram lembrados nas canções aqui, na nossa terra, imagine lá, onde Pernambuco nem existe. 
Não foi criado um formato novo. O baile foi extinto. E o pior é que muita gente gosta desse “pseudoglamour” que foi incorporado a ele. 
A noite poderia ser perfeita, entretanto esqueceram que aqui é a terra do frevo e até a orquestra, famosa por tocar frevo, só tocou axé. Em quase oito horas de festa, podem-se contar as vezes em que o nosso ritmo foi lembrado. 
Pernambuco é multicultural sem precisar ser invadido por outras culturas, afinal onde se consegue unir ritmos tão distintos quanto o frevo, o maracatu, o caboclinho, o coco e a ciranda? 
Lamentavelmente isso foi esquecido. E a consequência é que a nova geração esquece também.


(Angélica Souza)

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Paz e Bem!

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"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.