
Lustres, luzes, fantasias... Até mesmo Torre Eiffel e o Arco do Triunfo estavam lá, mas faltava o brilho.
Já não se veem mulheres com vestidos longos e máscaras luxuosas que, até dois anos atrás, ainda desfilavam entre as mesas e camarotes do Bal Masqué. Sim, em apenas dois anos a indústria cultural tomou conta da nossa cultura. O tradicional Baile de Máscaras deu lugar a micareta.
Onde estariam nossos artistas enquanto a Bahia invadia nosso Carnaval? Será que estavam cantando nas terras soteropolitanas? Penso que não. Grandes nomes como André Rio, Nena Queiroga, Almir Rouche e Claudionor Germano sequer foram lembrados nas canções aqui, na nossa terra, imagine lá, onde Pernambuco nem existe.
Não foi criado um formato novo. O baile foi extinto. E o pior é que muita gente gosta desse “pseudoglamour” que foi incorporado a ele.
A noite poderia ser perfeita, entretanto esqueceram que aqui é a terra do frevo e até a orquestra, famosa por tocar frevo, só tocou axé. Em quase oito horas de festa, podem-se contar as vezes em que o nosso ritmo foi lembrado.
Pernambuco é multicultural sem precisar ser invadido por outras culturas, afinal onde se consegue unir ritmos tão distintos quanto o frevo, o maracatu, o caboclinho, o coco e a ciranda?
Lamentavelmente isso foi esquecido. E a consequência é que a nova geração esquece também.
(Angélica Souza)
Já não se veem mulheres com vestidos longos e máscaras luxuosas que, até dois anos atrás, ainda desfilavam entre as mesas e camarotes do Bal Masqué. Sim, em apenas dois anos a indústria cultural tomou conta da nossa cultura. O tradicional Baile de Máscaras deu lugar a micareta.
Onde estariam nossos artistas enquanto a Bahia invadia nosso Carnaval? Será que estavam cantando nas terras soteropolitanas? Penso que não. Grandes nomes como André Rio, Nena Queiroga, Almir Rouche e Claudionor Germano sequer foram lembrados nas canções aqui, na nossa terra, imagine lá, onde Pernambuco nem existe.
Não foi criado um formato novo. O baile foi extinto. E o pior é que muita gente gosta desse “pseudoglamour” que foi incorporado a ele.
A noite poderia ser perfeita, entretanto esqueceram que aqui é a terra do frevo e até a orquestra, famosa por tocar frevo, só tocou axé. Em quase oito horas de festa, podem-se contar as vezes em que o nosso ritmo foi lembrado.
Pernambuco é multicultural sem precisar ser invadido por outras culturas, afinal onde se consegue unir ritmos tão distintos quanto o frevo, o maracatu, o caboclinho, o coco e a ciranda?
Lamentavelmente isso foi esquecido. E a consequência é que a nova geração esquece também.
(Angélica Souza)
