terça-feira, 27 de maio de 2014

Vários ninhos...ou nenhum

Sempre disseram que "os opostos se atraem".
Me atraiu por ter exatamente o que falta em mim.
Sorriso fácil. Leveza. Um toque de irresponsabilidade.
Aventureiro. Não se apega. Curte a vida.
Sou séria demais. Carrego nos ombros o peso de uma vida marcada por relacionamentos conflituosos.
Gosto de pés no chão. Me apaixono fácil. Curto a vida (só que do meu jeito).
Querer você é algo que me consome.
Desejar você é algo que é uma constante em minha vida.
Os pontos em comum são poucos ou talvez sejam demais.
Quero liberdade. Mas na minha liberdade quero ser livre para estar com você.
Você quer asas. Ou vários ninhos. Um só não te preenche.
Nunca gostei de ninhos. Nenhum. Nenhum me prendeu.
Prefiro a liberdade do céu limpo de verão.
Prefiro sentir a chuva molhando minhas asas.
E nada melhor do que se secar acompanhada.
E foi teu ninho que escolhi.
Logo você que é tão diferente de mim.
(Angélica Souza)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sobre o ciúme...

Sou uma pessoa em processo de recuperação, como o AA (Alcoólicos Anônimos) . Evito o primeiro lance de olhar e repito para mim mesma POR HOJE NÃO vou fuçar as redes sociais dele.
Sou adepta da frase "o que os olhos não veem, o coração não sente", então prefiro ignorar certas situações para não morrer com meu próprio veneno. Sim, porque, o ciumento é uma pessoa que vive enferma. Quer saber o que o outro está fazendo a todo instante e vai se sufocando, sorvendo o veneno fabricado pela sua mente doentia.
Engraçado. Mesmo sendo extremamente ciumenta, odeio que tenham ciúmes (e principalmente, me cobrem ciúmes). Prezo por minha liberdade e posso afirmar: Quanto mais livre me deixar, mas presa estarei à pessoa. Não adianta ficar me pentelhando - isso vale para amigos também - porque, por mais que eu entenda o que a pessoa sente (sou ciumenta assumida, lembra?) não admito qualquer manifestação do tipo.

Seguem algumas técnicas que funcionam (pelo menos comigo):

- Troque a estrelinha de "Melhores Amigos" do Facebook - aquela que quando você marca aparece TODAS as notificações do contato - por "Deixar de Seguir". Não precisa excluir. A pessoa nem vai saber que você não recebe o feed de notícias dela. É uma atitude simples que faz com que você sofra menos imaginando besteira cada vez que ele posta algo ou curte a foto de uma gostosona que ele sequer conhece.

- Mude o tipo de notificação do WhatsApp de "visualizado por último às...". Basta colocar lá "ninguém", que além de ninguém ver o horário que você visualiza, você não precisa ficar checando, a cada 15 minutos, se a pessoa visualizou e ignorou o que você escreveu. É angustiante ver que a pessoa está "visualizando" (o que não significa que seja sua postagem) e não respondendo. Além de você ficar tentando dar uma de "mãe Dinah" - que Deus a tenha - imaginando com quem a pessoa está falando e não com você.

-Não pergunte. Se você não quer saber, não adianta perguntar o que a pessoa está fazendo. Dependendo da resposta você vai ficar mal. Então, volto a dizer "o que os olhos não veem...a gente não precisa saber".

- Falou e ele não respondeu? Não insista. É melhor pensar que ele está sem internet, sem tempo, sem qualquer coisa, do que ficar mandando uma nova mensagem a cada cinco minutos. (Tá, eu confesso que busco outras redes como Facebook, SMS, Viber...) Mas é chato isso, então, não faça com o outro o que você não gostaria que fizessem com você! Regra de OURO!

Isso é o básico do kit de sobrevivência do ciumento. Ou você começa com pequenas doses ou você morre antes mesmo de qualquer relacionamento nascer.

(Angélica Souza)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Três...

Esse é o número de dias que tento escrever.
Minha cabeça está tão confusa que nem as palavras escritas saem...faladas, então... nem com muito esforço.
Depois de anos bancando o iceberg, eu me apaixonei.
A pergunta é: Como?
As pessoas dizem que é cedo demais - como se houvesse um prazo para gostar de outra pessoa.
As pessoas também dizem "deixa pra lá, parte pra outra", como se fosse fácil ligar e desligar o botão: APAIXONADA - ON/ OFF.
Juro que não escolhi não, pois se houvesse opção, eu teria me apaixonado por alguém que ao menos tentasse gostar de mim.
Começamos pelo fim. Fomos rápidos demais.
Sozinha consegui brigar com um grupo inteiro - ou o grupo tomou partido de uma pessoa que se recusou a me ouvir, ouvir meus argumentos.
Não posso dizer que tudo começou como uma brincadeira, porque não foi.
Talvez a situação inicial tenha sido uma brincadeira, mas desde o primeiro momento eu sabia exatamente o que eu queria: Você!
E se houve um erro foi "entregar o ouro ao bandido", porque com minha língua enorme, jornalística, acabei despertando um interesse em outras pessoas. Daquele tipo de pessoa que se interessa justamente pelo "gramado" do vizinho. Para alguns, uma amizade perdida. Para mim, um apenas uma realidade mostrada. Uma fragilidade clara de algo que nunca foi amizade de verdade.
Mas não, este post não é para ela. É para ele!
Ele que chegou com cara de menino, sorriso de bobo, e simplicidade de criança - talvez um pouco de ingenuidade também.
Chegou e me tirou da zona de conforto. Do meu congelador.
Quando penso que tudo aconteceu em menos de dois meses, talvez concorde com o que as pessoas dizem: É cedo demais, mas É...
É tempo suficiente para chorar escondido. Tempo para pensar em todo momento. Tempo de frio na barriga. Tempo de descobrir o que fazer para TE FAZER feliz. Tempo de fazer planos só meus. Tempo de ficar angustiada sem notícias suas. Tempo de conhecer. De querer. De desejar...de sofrer.
Talvez tempo de desistir. Talvez tempo de me afastar. Talvez tempo de parar...Mas..."Se depender de mim eu vou até o fim..." (ainda que o fim seja agora).




segunda-feira, 19 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

+ Sentimento - Tecnologia


Sim, sou jornalista, (quase) especialista em marketing e mídias digitais.
Sim, vivo conectada 24h por dia e a primeira atividade quando acordo (mesmo às 5h da manhã) é conferir WhatsApp, Facebook e Instagram.
Sim, eu confiro mil vezes no dia o que está acontecendo pelo mundo e me desespero quando meu celular começa a apontar que vai descarregar (tá, eu também confesso que ando com dois celulares porque se um descarregar ainda resta o outro).
Sim, faço check in, compartilho imagens, situações, vida...
Sim, eu confesso: Essa dependência tecnológica não é opção, é necessidade.
Hoje me dia, as redes sociais digitais estão cada dia mais tomando o espaço na vida das pessoas. Há uma necessidade desenfreada de estar conectado e de ser multifuncional. A gente quer falar com 20 pessoas ao mesmo tempo no WhatsApp, quer ver o que o vizinho está postando, quer saber como o amigo está se sentindo, que ver se há fotos bonitinhas, quer ouvir música enquanto conversa, assistir filmes, TV, novelas e tudo ao mesmo tempo.
Uma vez li uma frase que dizia que "em tempos de WhatsApp ligação é prova de amor". E é mesmo!
Já imaginou? Deixar de conversar com 15894786743 pessoas ao mesmo tempo e dar atenção só a uma?
Isso é a maior prova de amor que existe.
Cada vez mais as operadoras oferecem "ligações ilimitadas", mas para que? As pessoas não se ouvem mais. As pessoas teclam. Conversar, ouvir a voz, sentir o tom, a respiração está quase em extinção. Pessoalmente então, nem pensar!
A dependência é gerada pelo mundo em que se vive. Estamos "volúveis" demais.
Queremos estar com muitas pessoas ao mesmo tempo, sem perceber que cada dia que passa estamos ainda mais sozinhos, isolados.
Sou da época em que telefone era fixo, existia telefone público de ficha e eu amava ficar com o bolso cheio e passar 30 minutos conversando - e atrapalhando quem queria ligar. Depois a felicidade chegou com os cartões. Ter um cartão para telefonar facilitou muito nossa vida. Namorar por telefone, claro que, depois de passar horas namorando pessoalmente, afinal, o telefone era só para matar um pouco da saudade antes de dormir, por exemplo.
Éramos mais presentes na vida uns dos outros. Sentíamos mais. Hoje é tão mais simples colocar um emotion e fingir que está feliz. Que está tudo bem. Por telefone a voz trava. O choro não consegue ser disfarçado. A raiva se acusa na voz embargada.
Hoje o silêncio das palavras não ditas imperam nas plataformas digitais. Você ficou com raiva, silêncio. Ficou triste, silêncio. Está apaixonado, silêncio. Dias depois você coloca um :) e tudo volta a ser o que era antes - ou o que nunca foi de verdade.
A solidão acompanhada ou a companhia solitária nos escraviza.
Precisamos cada vez  mais de Smartphone - com internet boa, claro - para fazer parte do mundo real, de pessoas virtuais.
(Angélica Souza)

Encontrei  um vídeo que traduz bem isso. Acho que nunca é tarde para "olhar para cima":


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Palavra Nome

A palavra que nega
Outra palavra dada
A palavra que erra
Uma palavra exata
A palavra que berra
A palavra que cala
A palavra que cega
O olhar dos olhos d'alma
A palavra que é seta
O alvo da palavra
Que é ida
Que é partida
É porto
É chegada
Meu coração bateu
Teu nome na palavra
Meu corpo o gozo
O cio
O sexo da palavra
Febre da palavra
Arde em mim
Água da palavra
Beba-me
Língua da palavra
Beija-me
E mata minha sede
Da palavra amor
A palavra que cega
Outra palavra clara
Palavra que é paixão
Chão da palavra nada
A palavra que acalma
A palavra que exalta
Palavra que é mundana
Palavra sagrada
(André Rio)


sábado, 10 de maio de 2014

Profissão: Guia de Turismo

Foi no ano de 2002 em que ganhei uma carteirinha de super bairrista-mor. Sim, o guia de turismo que não é bairrista não existe, afinal, Recife é a cidade onde tem o maior bloco carnavalesco do mundo, a praia urbana mais limpa - apesar dos tubarões que são nossos bichinhos de estimação -, o melhor carnaval.
Pernambuco tem o maior teatro ao ar livre do mundo. Os mais belos cartões postais. "É só aqui que tem, só aqui que há, Duda do Frevo, Alceu, Antônio Nóbrega...Rio de Passos, Chuva de Sombrinhas".
Temos os melhores artistas, o aeroporto mais lindo do Brasil. Temos a primeira Ponte da América Latina. A Igreja mais antiga em funcionamento do Brasil. A Primeira Sinagoga das Américas. Sim, nós temos também o título de ter tido o primeiro pedágio do mundo.

Eu já era apaixonada pelo Estado, mas o curso me fez ficar ainda mais encantada. Resgatar a história. A cultura. Descobrir que Pernambuco é rico do Litoral ao Sertão, passando pelas Zonas da Mata Sul e Norte. E ser Guia de Turismo foi uma das mais ricas experiências da minha vida. Poder ser BAIRRISTA com carteirinha e tudo. Mostrar o que temos de melhor e se orgulhar de ser pernambucana. Conhecer gente de outras culturas, cidades, estados, países. Tempo bom demais.
Nos quatro anos oficialmente - e exclusivamente - como profissional do Turismo me deu orgulho demais.

A vida me fez seguir por outros caminhos. Descobrir minha vocação para as palavras escritas, sem nunca perder a essência de embaixadora de Pernambuco. Onde quer que eu esteja, sempre vou levar "a minha cidade, o meu lugar", tão bem cantada pelo Rei Reginaldo Rossi.
Hoje é dia de todos que fazem esse belo trabalho de divulgar, de ter a arte de "bem-receber" o turista.
À todos os meus amigos, Guias de Turismo, profissionais que trabalham 20h por dia, sem perder o sorriso, a simpatia, a alegria de servir, dou meus parabéns!
Tenho orgulho de todos vocês com quem trabalhei em tantos eventos, congressos ou que encontrei nos receptivos da vida e sempre me acolheram com tanto carinho. Amigos guias, o dia é todo de vocês hoje - em pleno sábado é até maldade, pois sei que é o dia em que mais trabalhamos, mas aproveitem, celebrem, curtam.

Obrigada por representar tão bem nosso lugar, nossa história, nossas riquezas!











quinta-feira, 8 de maio de 2014

Será eu?

“Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Afinal, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem beijos quentes ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bonito. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que as vezes me cansa. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes …Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: -E daí? eu adoro VOAR! O escondido pra mim é bem melhor, e o perigoso é divertido. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Também sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, voracidade e falta de ar…”

(texto atribuído na internet como sendo de Clarice Lispector)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Um dia...quem sabe...


“Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. 
Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. 
Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E – sem saber – busco respostas que não encontro aqui. 
Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir… Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem – na verdade – a gente é.”
(Fernanda Mello)

Eu...

“Não gosto que me peçam para ser boa, não me peçam nada, mesmo aquilo que eu posso dar. As relações de dependência me assustam. Não precisem de mim com hora marcada e por motivo concreto, precisem de mim a todo instante, a qualquer hora, sei ouvir o chamado silencioso da amizade verdadeira, do amor que não cobra, estarei lá sem que me vejam, sem que me percebam, sem que me avaliem.”
(Martha de Medeiros)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Exagerada, jogada aos teus pés...

Sim, eu confesso:
Sou mesmo exagerada e adoro um amor inventado.
Para mim não há limites quando se trata de demonstrar sentimentos - desde que não gere um constrangimento.
Compro um pedacinho do céu se isso for te dar um pouco de alegria.
Sou louca, completamente pirada, quando estou apaixonada.
E não tô nem aí. A vida é bela. A vida é única - até que Kardec prove o contrário, então vamos viver.
Vamos amar. Vamos nos apaixonar.Vamos nos entregar. Vamos dizer o que sente.
Guardar sentimento dá gastrite!
Então, meu bocó preferido:
Tenho amor pra mim e pra você de sobra!
#FelizPorTeFazerSorrir

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Talvez...

Quando faltam as palavras e o silêncio grita, o coração parece sangrar. O mesmo sentimento que me faz perceber que estou viva, vem me lembrar o quanto a paixão nos infantiliza. Não é só um coração que acelera, um frio na barriga e uma busca desenfreada de "chamar atenção". Quando a paixão chega, ela traz a insegurança e o medo de nunca ser suficientemente atraente e legal para despertar no outro o desejo de estar juntos. Quando a paixão chega, também chega a angústia, os traumas, as dúvidas... Fantasiamos demais. Queremos sempre mais - mas o "mais"do que não existe será sempre menos. A paixão vem com insônia. Vem com a infantilidade de tentar adivinhar o que o outro ta pensando, sentindo, fazendo... Quando, na maioria das vezes, o outro sequer percebe sua presença. Talvez seja apenas "mais uma", talvez não seja nem isso... Talvez eu esteja errada... E talvez não existam nem um talvez.. (Angélica Souza)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

reflexão

E esse trecho do livro "Eu me chamo Antônio" me fez refletir sobre minha própria vida.
Quantas vezes eu me anulei, me isolei e me escondi para que as pessoas não me vissem sozinhas?
Quantas vezes me boicotei e me coloquei numa posição de "vítima", de "sozinha", e deixei de fazer as coisas que gostava com a justificativa de que "estava só".
Quando descobri os prazeres de viajar, de andar, de passear, de sair comigo mesma, comecei a atrair pessoas. Quando parei de depender de terceiros para fazer o que me dava prazer, comecei a ficar preenchida. É um magnetismo. Se você se esconde, ninguém te encontra.
Quando você descobre a beleza de estar sozinha e de ficar feliz assim, você nunca mais estará só.
(Angélica Souza)

Paz e Bem!

Paz e Bem!

Paz e Bem!!!



"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.