sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ao meu Amor...


"Mais é claro que o sol vai voltar amanhã,

mais uma vez...eu sei..."


Meu coração dividido entre a razão e a emoção,

Se por uma lado eu sei que não posso te amar,

por outro eu já te amo.

Há coisas inevitáveis.

O amor é uma delas.

Não se pode fugir,

não se pode fingir,

não se pode calar...

O medo de sofrer existe,

mas o que é o amor,

se não houver sofrimento?
O amor é provado no fogo,

e depois de ser queimado

vai restar apenas o que for bom,

assim como o ouro.

Quero ser queimada por esse amor que me consome.

Quero ser provada e "aprovada" por esse amor.

Uma música fala que o amor só se mede depois do prazer,

mas eu digo mais,

o amor só se mede depois que as duras experiências da vida,

nos fazem continuar amando aquela pessoa,

mesmo depois do sofrimento.

Nosso grande desafio é "sofrer sem nunca deixar de amar..."

E assim, vou seguindo e amando.

Não sei como será o nosso futuro,

mas juntos ou separados,

o que desejo mesmo é continuar te amando...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Só Dê Ouvidos a Quem Te Ama!


Hoje estou extremamente irritada.

Não sei se minha irritação vem da forma como fui tratada por "você" ou comigo, por ainda conseguir me decepcionar com você.

Esse tipo de coisa não deveria mais acontecer. A tua Indiferença deveria não mais importar na minha vida... Porque me importo? Não sei. Já ouvi milhares de vezes que só devemos nos importar com quem NOS AMA e você não tem o mínimo respeito por mim, quanto mais amor...

Dói isso, sabe? Dói me importar com o que você pensa sobre mim. Dói a minha burrice em ainda me importar... Dói e me faz mal... Você conseguiu, mais uma vez, me deixar triste, irritada...

Me faltam palavras para expressar exatamente o que estou sentido.

Só consigo me lembrar um trecho da música "Contrários":

(...)E a saudade é um lugar

Que só chega quem amou
E que o ódio é uma forma tão estranha de amar (...)
(Pe. Fábio de Melo)

Uma Mensagem Sobretudo Pra Mim Mesma:

Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.

Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.
Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.

Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.

Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.

O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Em busca dos Milagres não acontecidos...


"Sairei de mim mesmo em busca
das melodias esquecidas na memória,
em busca dos instantes de total abandono e beleza,
em busca dos milagres ainda não acontecidos."
(Vinicius de Moraes)


domingo, 4 de outubro de 2009


04 de Outubro
São Francisco de Assis

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

...Palavras...


De repente parece que todas as palavras são pequenas diante do que se quer escrever.
Tem uma música que todos conhecem que diz:
"Eu tenho tanto pra te falar, mas com palavras não sei dizer..."
É mais ou menos isso.
Tenho muitas coisas dentro de mim que palavras não são capazes de exprimir.
Minha cabeça está confusa, mas me veio a mente o poema de Camões:

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

O amor é tão contrário.
Se por um lado eu te quero, por outro eu digo pra mim mesma que é melhor assim.
Sinto sua falta, embora dentro de mim saiba que não daríamos certos juntos,
que o melhor pra nós é a separação.
O que nos mantém ligados é bem maior do que sentimentos humanos.
É uma afinidade que os anos jamais conseguirão destruir.
São nesses momentos em que acredito na pluralidade da existência,
pois só a reencarnação pra explicar esse sentimento que nos une,
mesmo que passemos mais tempo afastados do que juntos.
Esse conformismo está me deixando seca.
Tento chorar e não consigo.
Será que deixei de ser sensível?
Será que me transformei na "monstra" na qual tanto falei?
Porque não consigo mais chorar?
Porque me dá um aperto no peito quando penso em você,
mas não consigo externalizar este sentimento?
Acho que fui tão rotulada por viver chorando
que hoje nem meu travesseiro me vê chorar
e isso não é falta de sentimento...
Mas então, o que é?
Não consigo me entender.
Devo ter criado uma defesa contra sofrimento
que se reflete em lágrimas que não consigo mais derramar.
Acho que de tanto fixar na mente de que,
"Quem merece minhas lágrimas, Jamais me fará chorar",
que acreditei fielmente nisso.
Mas pra onde vai a dor que dói no peito?
É como se tivesse um nó na garganta,
mas como, muitas vezes, se é obrigado a engolir o choro,
minha mente tenha se adaptado a tal situação.
Isso me deixa mal, parece até que não sou eu...

Uma música de Pe. Fábio de Melo me faz refletir ainda mais:

Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais

Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
precisou saber recomeçar

Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota o motivo para lutar

E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer

Que o verso tem reverso
Que o direito tem avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E que o ódio é uma forma tão estranha de amar

Que o perto tem distâncias
E que esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema solução
E que o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe quando existe alguma luz.

Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar

Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar

Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer


Paz e Bem!

Paz e Bem!

Paz e Bem!!!



"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.