domingo, 18 de setembro de 2011

Depois de ter você...


Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como essa?
Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...
(Maria Bethânia)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Eu queria tanto...

...encontrar você.
Eu estava quietinha, achei que nunca mais te veria. O coração doia demais.
Você voltou. Preencheu todos os espaços que a sua ausência deixou e me envolveu com uma nova alegria de viver.
Eu me entreguei, me envolvi em teus braços e beijos e me deixei ficar lá.
Você é meu sonho e minha realidade.
Meu amor, meu desejo.
Quem quero por toda a vida.
Mas assim como a areia do mar, não consigo te segurar nas mãos.
Se te solto, você vai embora. Se te prendo, você escorrega das mãos e em mim resta a dor da saudade e da incerteza.
Ter sua amizade? Missão difícil.
Olhar você, ouvir você, tudo me dói demais quando o que mais quero é tomar você nos braços e te beijar sempre um pouco mais.
Chamar de amigo o homem que amo talvez seja uma das dores mais doídas que o coração pode sentir.
Egoísmo? talvez...Mas, muito mais do que egoísmo, isso se chama amor.

(Angélica Souza)

domingo, 4 de setembro de 2011

Saudade dói..

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

(Marta Medeiros)

Que saudade

Há dias que são piores que outros.
Sonhei com 'você' e doeu demais acordar e saber que não vou te ver.
Dói demais ver em tudo que nos transformamos.
De amantes a inimigos.
De amigos a desconhecidos.
Triste dor de quem ama.

"Só quem já provou a dor, quem sofreu se amargurou,
viu a cruz e a vida em tons reais.
Quem no certo procurou, mas no errado se perdeu precisou saber recomeçar.
Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar,
pois encontrou, na derrota algum motivo pra lutar.
E assim, viu beleza na miséria.
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer.
Que o verso tem reverso,
que o direito tem avesso,
que o de graça tem seu preço,
e  a vida tem contrários.
E a saudade é um lugar, que só chega quem amou,
e o ódio é uma forma tão estranha de amar..."
(Pe. Fábio de Melo)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Encontro Especial

Estou me sentindo tão bem. De repente me lembrei o motivo de tamanha alegria. Tive um encontro super especial hj com a única pessoa que jamais sairá da minha vida.
Começou assim...


Saí mais tarde do trabalho e logo que cheguei a minha parada percebi que havia perdido um ônibus.
Decidi que seria melhor ir para a outra parada para tentar pegar um outro que faz um percurso diferente.
Ao me dirigi a parada, me vi 'tentada' a entrar na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Entrei e havia apenas duas senhoras conversando tão entretidas que nem perceberam minha presença.
Me vi sozinha diante do altar. Ajoelhei e me entreguei ao pés do Sacrário.

Não contive as lágrimas. 
Chorei.
Entreguei naquele momento todas as dores da minha alma.
E, ao contrário do que em outros locais me oferecem, eu não obtive respostas faladas, nem promessas de uma felicidade vindoura. 
Lá eu não recebi respostas às minhas indagações.
Não recebi soluções para meus problemas.
Mas ao sair de lá, eu recebi o conforto que eu estava precisando.
O meu coração estava renovado por uma força inexplicável e inenarrável.
Sinto-me leve. 

Talvez a felicidade não tenha chegado a minha vida.
Mas a alegria de saber que Jesus existe e que está presente na minha vida, ainda que eu não o reconheça, me 
deixa com uma tranquilidade que não sei descrever.


Despeço-me com essas palavras de Olívia Ferreira:



"Cuidas de mim,
Sei que tu cuidas de mim, senhor.
Cuidas de mim,
Sei que tu cuidas de mim, senhor
Ainda que eu ande pelo vale,
E o atravesse à sombra da morte,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Mesmo que eu não queira a tua presença,
Mesmo que eu me afaste de ti,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Teu amor é como a rocha que não se quebra jamais.
Teu amor é como o sol a nascer toda manhã.
É um amor que me constrange,
Que me envolve e me aquece.
Esse amor és tu senhor.
És tu senhor... "
(Angélica Souza)

Paz e Bem!

Paz e Bem!

Paz e Bem!!!



"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.