sábado, 31 de dezembro de 2011
Retrospectiva
Mais uma vez passei alguns dias sem passar por aqui e falar sobre mim, mas acho que o dia hoje pede, afinal, o ano que está há poucas horas de acabar, me trouxe muitas conquistas, mas também muitas lágrimas.
Profissionalmente falando, alcancei muitas vitórias.
Iniciei meu ano (examente no dia 02 de janeiro) contratada como uma estagiária de um órgão público que não me oferecia muita perspectiva de crescimento, mas que me deu amigos novos.
A doce pink Bruna Torres, agora jornalista COM DIPLOMA, Célinha e meu querido Seabra Neto, que me inspirou e mesmo com uma forma meio diferente de educar, foi oficialmente a primeira experiência de como funciona uma assessoria de comunicação com profissionais competentes.
Lutei e tentei buscar outros caminhos.
Fiz um teste rigorosíssimo em uma das empresas de maior nome dentro da comunicação Pernambuco.
Mesmo após quase 2 meses de testes, não passei.
Foi uma decepção. Decepção comigo mesma, afinal, onde eu havia errado?
Decepção com o mercado de trabalho e com o curso que escolhi para seguir minha carreira profissional.
Essa tristeza e inércia foi logo substituida.
Dois dias após a porta desse veículo de comunicação ter me dado um "não", uma janela se abriu na minha frente e eu a agarrei com toda a força. Em abril deste ano eu estava sendo contratada para ser assistente da assessora de uma grande rede de hotéis do Estado.
Nessa experiência, que durou quase 8 meses, conheci pessoas especiais que me fizeram ver como é importante o trabalho em equipe e me deram, no meu aniversário, um dos meus maiores presentes: Sua amizade.
No coração levarei para sempre os amigos que fiz: Minha querida chefe Marília Gilka, a profissional exemplar de marketing Brenda Silveira e minhas amiguinhas Naty, Gaby, Júlia, Ju e os meninos que sempre me trataram com muito carinho e respeito, Guilherme, Tayuã, Felipe e Tomaz.
Sem dúvidas, a experiência adquirida neste rede de hotéis será um aprendizado para toda a vida. Mais do que uma 'assessora', me ensinaram a ser uma pessoa melhor.
Já quando ano começava a se despedir, uma surpresa. O Sistema de Comunicação da qual dediquei meu carnaval em testes, me liga.
Uma nova oportunidade se abria e por mais que meu coração estivesse pedindo para continuar na rede de hotéis, eu não poderia deixar passar. E fui...
Deixei os meus novos amigos para avançar para águas mais profundas.
Hoje eu estou feliz e realizada profissionalmente. Em menos de um mês já posso dizer que tenho grandes pessoas em minha vida nesta nova etapa: Marcella, Tony, Albérico, Ítala e todos que fazem parte do portal que me ensinam pouco a pouco, cada dia mais.
Este ano também foi um ano de separações e descobertas.
Descobri que nem sempre amigos que cresceram conosco, irão envelhecer ao nosso lado.
Perdi a confiaça, a admiração e talvez isso seja irrecuperável.
Descobri que nem todos os que dizem "amiga, maninha, irmã", de fato é.
Um amigo se alegraria com a felicidade do outro. Um amigo não mede distância para deixar o outro feliz. Um amigo não bate a porta na cara do outro, por maior que seja o seu problema. Um amigo não diz palavras que machucam simplesmente porque se sentem traídos porque outros amigos chegaram.
Amizade é soma, é partilha, é compreensão.
É conhecer o outro e saber que ele é humano e que ele precisa de pessoas, mas não quer que isso se torne uma obriagação.
Amigo que prendem não é amor.
Amor liberta.
Embora esteja tudo bem, agora, as mágoas causadas por palavras ditas, podem eternizar uma ferida na vida da alma.
Em 2011 também consegui dizer BASTA. E por mais que isso me dóa, eu vejo que não há outra solução.
Perdi a admiração pelas pessoas a quem amei e a quem sempre defendi , me doei e abracei como amiga.
Realmente foi um ano de separações.
E graças a Deus e a Fé que temos n'Ele, após sete meses, encerramos o ano com uma separação a menos.
"Quando um pai e uma mãe tem nos olhos uma mesma direção causam nos seus filhos sempre a sensação de que Deus é a solução" (Dunga, Comun. Canção Nova).
E é mesmo. Minha família está em paz e espero que essa paz se perpetue para toda a vida.
Que em 2012 possamos estar juntos e tendo Deus no centro da nossa vida.
E o meu coração?
Estava cansado. Gélido. Amargurado. De repente o grande amor da minha vida reapareceu.
Foi tudo tão de repente que eu nem acreditei. Minha descrença não me permitiu viver esse amor. Minha incredibilidade fez com que, na mesma 'rapidez' que ele reapareceu após mais de um ano sem notícias, ele tenha desaparecido.
"E do riso se fez pranto."
Mas não posso me queixar. A vida é feita de ação e reação. E tudo que plantamos, somos obrigados a colher. Não plantei carinho. Não plantei confiança... Colhi desatenção e desconfiança.
E assim vi sair da minha vida um dos pontos altos do meu ano.
Vi meu amor, o homem da minha vida ir embora.
Ao contrário do que fiz na vida profissional, eu não aguarrei a oportunidade de constituir uma relação estável...e te perdi.
Não acredito na história de que "se Deus não quis, era porque não era para ser", talvez Deus tenha querido...eu que deixei escapar.
Neste ano, já no finalzinho, vi minha vida profissional e familiar se estruturar e louvo a Deus por isso.
Mas esse ano terminaria muito mais feliz, se eu ainda tivesse você, na minha vida.
Vou seguir te esperando. Talvez por anos e até vidas.
Mas nada acontece por acaso e também não é por acaso que amo tanto você.
Aos meus amigos, desculpem os desabafos, mas 2011 foi um ano muito intenso e que 2012 venha com muita luz, paz e asè.
Sucesso e Feliz Ano Novo!
sábado, 24 de dezembro de 2011
"Estou preparando a minha árvore de Natal. "
Quero que ela seja viva, mas não quero que seja exterior.
Eu a quero dentro de mim.
Tenho medo das exterioridades. Elas nos condenam.
Ando pensando que o silêncio do interior é mais convincente que o argumento da palavra.
Quero que minha árvore seja feita de silêncios.
Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.
Neste Natal não quero mandar cartões.
Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.
A vida é mais bonita no improviso, no encontro inesperado, quando os olhares se cruzam e se encontram.
Quero que minha árvore seja feita de realidades.
Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos.
Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens.
Não quero muitas luzes.
Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.
Tenho medo de que as árvores muito iluminadas me façam esquecer o dono da festa.
Não quero Papai Noel por perto.
Aliás acho essa figura totalmente dispensável!
Pode ficar no Pólo Norte desfrutando do seu inverno. Suas roupas vermelhas e suas barbas longas não combinam com o calor que enfrentamos nessa época do ano.
Prefiro a presença dos pastores com seus presentes sinceros.
Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam...
Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única. O ouro que brilha, o incenso que perfuma o ambiente e a mirra com suas composições miraculosas.
O papai Noel chega derrubando tudo. Suas renas indisciplinadas dispersam as crianças, reiram a paz dos adultos. Os brinquedos tão espalhafatosos retiram a tranquilidade da noite que deveria ser silenciosa e feliz.
O grande problema é que não sabemos que a felicidade mais fecunda é aquela que acontece no silêncio.
É por isso que neste Natal eu não quero muita coisa.
Quero apenas o direito de recolher o pequenino menino na manjedoura...
Quero acolhê-lo nos braços, cantar-lhe canções de ninar, afagar-lhe os cabelos, apertar-lhe as bochechas, trocar-lhe as fraldas para que não tenha assaduras e dizer nos seus ouvidos que ele é a razão que me faz acreditar que a noite poderá ser verdadeiramente feliz.
Neste Natal eu não quero muito.
Quero apenas dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino. Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.
Ando desfrutando nos últimos dias o desejo mais intenso de que a vida vença a morte.
Talvez seja por isso que ando desejando uma árvore invisível.
O único jeito que temos de vencer a morte é descobrindo a vida nos pequenos espaços. Assim vamos fazendo a substituição.
Onde existe o desespero da morte eu coloco o sorriso da vida.
Façam o mesmo!
Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder.
Fechem as suas chaminés.
Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.
Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos.
Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe!
Eu lhes garanto!
Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.
O que alegra um coração humano é tão pouco que parece ser quase nada.
Ousem dar o quase nada.
Não dá trabalho, nem custa muito...
E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível. "
(Padre Fábio de Melo)
Eu a quero dentro de mim.
Tenho medo das exterioridades. Elas nos condenam.
Ando pensando que o silêncio do interior é mais convincente que o argumento da palavra.
Quero que minha árvore seja feita de silêncios.
Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.
Neste Natal não quero mandar cartões.
Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.
A vida é mais bonita no improviso, no encontro inesperado, quando os olhares se cruzam e se encontram.
Quero que minha árvore seja feita de realidades.
Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos.
Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens.
Não quero muitas luzes.
Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.
Tenho medo de que as árvores muito iluminadas me façam esquecer o dono da festa.
Não quero Papai Noel por perto.
Aliás acho essa figura totalmente dispensável!
Pode ficar no Pólo Norte desfrutando do seu inverno. Suas roupas vermelhas e suas barbas longas não combinam com o calor que enfrentamos nessa época do ano.
Prefiro a presença dos pastores com seus presentes sinceros.
Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam...
Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única. O ouro que brilha, o incenso que perfuma o ambiente e a mirra com suas composições miraculosas.
O papai Noel chega derrubando tudo. Suas renas indisciplinadas dispersam as crianças, reiram a paz dos adultos. Os brinquedos tão espalhafatosos retiram a tranquilidade da noite que deveria ser silenciosa e feliz.
O grande problema é que não sabemos que a felicidade mais fecunda é aquela que acontece no silêncio.
É por isso que neste Natal eu não quero muita coisa.
Quero apenas o direito de recolher o pequenino menino na manjedoura...
Quero acolhê-lo nos braços, cantar-lhe canções de ninar, afagar-lhe os cabelos, apertar-lhe as bochechas, trocar-lhe as fraldas para que não tenha assaduras e dizer nos seus ouvidos que ele é a razão que me faz acreditar que a noite poderá ser verdadeiramente feliz.
Neste Natal eu não quero muito.
Quero apenas dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino. Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.
Ando desfrutando nos últimos dias o desejo mais intenso de que a vida vença a morte.
Talvez seja por isso que ando desejando uma árvore invisível.
O único jeito que temos de vencer a morte é descobrindo a vida nos pequenos espaços. Assim vamos fazendo a substituição.
Onde existe o desespero da morte eu coloco o sorriso da vida.
Façam o mesmo!
Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder.
Fechem as suas chaminés.
Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.
Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos.
Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe!
Eu lhes garanto!
Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.
O que alegra um coração humano é tão pouco que parece ser quase nada.
Ousem dar o quase nada.
Não dá trabalho, nem custa muito...
E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível. "
(Padre Fábio de Melo)
sábado, 17 de dezembro de 2011
Quando eu tiver uma filha...
Quando eu tiver uma filha, vou ensinar a ela que príncipes encantados existem si...m, mas não como nos livros e contos de fadas.
O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes, não tem um cavalo ou até mesmo um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você. O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas ou roupas de gala pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoá-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil e tratá-la com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa. Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil, não irei iludi-la, como fizeram comigo.
E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe de PAI.
(Autoria desconhecida)
O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes, não tem um cavalo ou até mesmo um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você. O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas ou roupas de gala pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoá-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil e tratá-la com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa. Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil, não irei iludi-la, como fizeram comigo.
E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe de PAI.
(Autoria desconhecida)
terça-feira, 22 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sou eu... hahaha
HOMENS, LEIAM.
As mulheres que mais marcaram ou irão marcar a sua vida são as CHATAS. Também chamadas de loucas, ciumentas, bipolares, confusas, esquisitas. As chatas te ligam de madrugada cobrando algo que você fez na semana passada, elas brigam contigo, olham feio para a mulherada que ta em volta de você, as chatas fazem cara feia, batem o pé, fazem bico, batem boca contigo sem pensar nas consequências e principalmente são ciumentas... Mas vou te perguntar uma coisa: Quem não gosta de se sentir desejado?! Uma mulher que não te procura ou não esta nem aí para você ou tem medo de te perder e prefere fingir que não viu ou ouviu nada logo elas NÃO TEM IDENTIDADE! As chatas podem incomodar, mas estão ali do seu lado em qualquer situação, não ligam para sua conta bancária ou quantos carros tem na garagem, elas te cercam tanto que não deixam que nada de ruim se aproxime de você.. Elas podem ter seus defeitos mas fazem tudo para ser perfeitas, NÃO pedem desculpas e são marrentas, porém se trata-las bem são as pessoas mais doces que ira conhecer... Então valorize aquela mulher que bate o pé, xinga, teima, porque essa mulher sim esta dando valor para o que você é o não para o que você tem !!!!
(Desconheço autoria)
domingo, 6 de novembro de 2011
A felicidade do ser ignorante
Sempre pensei que fosse bom ter muito conhecimento.
Vejo que me enganei.
Estudei tanto Deus e as religiões que perdi a crença nelas.
Antes eu conseguia ir a missa e ver/ sentir apenas o rito.
Hoje vou a missa e termino por analisar os cantos, se estão liturgicamente corretos ou se o padre vai realmente fazer uma homilia ou apenas enganar os fiéis com discursos preconceituosos.
Também fui espírita, mas o espiritismo é conformista demais.
Estamos num mundo de prova e expiações, então precisamos sofrer com resignação para um dia (se é que esse dia vai chegar) você ser feliz. Ou seja, sofra sorrindo.
A lei cristã diz: Se alguém lhe bater uma face, ofereça a outra. Tem algo mais estúpido?
Se para ser feliz é preciso sofrer, apanhar, chorar e ainda morrer para voltar numa vida que nem sabemos se realmente existe, que sentido tem essa vida?
A lei cristã diz: Se alguém lhe bater uma face, ofereça a outra. Tem algo mais estúpido?
Se para ser feliz é preciso sofrer, apanhar, chorar e ainda morrer para voltar numa vida que nem sabemos se realmente existe, que sentido tem essa vida?
As religiões de matrizes africanas são outras. Um monte de 'deuses' para ser devoto.
Deuses que recebem algo para deixar sua energia 'harmonizada'. Se afaste e irá sofrer todas as provações, dores e sofrimentos. Se afaste e você perderá o "asè".
E os neopentecostais ou protestantes?
Esses já estão salvos. O Deus deles mata, se vinga, e dá vitória, mas só para quem está lá com eles. Louvando e glorificando apenas o Deus deles.
Esses já estão salvos. O Deus deles mata, se vinga, e dá vitória, mas só para quem está lá com eles. Louvando e glorificando apenas o Deus deles.
Em um resumo geral, a felicidade não é desse mundo e o homem tem que sofrer para ser feliz, na eternidade ou em outra vida. Sendo assim, não vejo sentindo em continuar nessa vida aqui, sem nem ao menos ter a certeza de uma vida futura; Dando a cara a bater enquanto pessoas sem fé, sem Deus e sem escrúpulo, são felizes (nesta vida mesmo)..."Ah, mas eles vão pagar por tudo". Vão? Quando?... na eternidade.
Como eu não sei se vou chegar a eternidade, melhor é ser feliz com a vida de ignorante, de quem não conhece ou vivencia religião nenhuma.
Cansei de pedir por algo que só serei atendida em 'outra vida'.
Acho que vou voltar a viver a felicidade de ser ignorante, se é que eu já fui um dia.
(Angélica Souza)
(Angélica Souza)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Viva a Liberdade de Expressão!
"Liberdade de expressão!!!
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!"
(by Raimundos)
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!"
(by Raimundos)
Ao tirano que pensa que pode calar a minha voz, mas para mim ele não passa de um COVARDE IMPRESTÁVEL.
Homem que é homem assume o que faz.
Mostre a sua cara!!!!!!!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Encontros, desencontros, reencontros...
Há algum tempo eu não venho por aqui...Dias, eu acho.
Talvez esteja sem assunto ou esteja com assunto repetido.
Nas minhas lembranças só existe uma pessoa. No meu pensamento só ele está presente.
Te amei desde a primeira vez que pude olhar nos teus olhos. 06/06/06.
Data estranha para conhecer alguém, mas o mundo realmente acabou naquele dia. Acabou o meu mundo velho para nascer um mundo de sentimentos novos.
E desde então eu não sei mais o que é ser eu, sem você.
São cinco anos em que me perdi para te encontrar...e te perdi.
A cada reencontro, ainda que depois de vários anos, parece que foi há uma semana e quando o nosso tempo de separação realmente "foi há uma semana", parecem anos.
Há quanto tempo sem notícias tuas? 20 dias. Só? Parecem séculos.
Falo com o vazio do teu silêncio. Sinto tua presença na ausência.
"Quem vai dizer ao coração que a paixão não é loucura mesmo que pareça insano acreditar? Me apaixonei por um olhar, por um gesto de ternura, mesmo sem palavra alguma pra falar. Meu amor, a vida passa num instante e um instante é muito pouco pra sonhar... Quando a gente ama, simplesmente ama".
Queria voltar ao dia em que te conheci... Faria tudo diferente. Faria em gestos o que eu só consigo em palavras. Palavras ao vento...
Encontros, desencontros e reencontros...
Talvez mais desencontros do que reencontro.
Desencontros que trazem lágrimas, reencontros com sorrisos limitados.
Felicidade tem prazo de validade e eu já passei do tempo de ser feliz.
(Angélica Souza)
Talvez esteja sem assunto ou esteja com assunto repetido.
Nas minhas lembranças só existe uma pessoa. No meu pensamento só ele está presente.
Te amei desde a primeira vez que pude olhar nos teus olhos. 06/06/06.
Data estranha para conhecer alguém, mas o mundo realmente acabou naquele dia. Acabou o meu mundo velho para nascer um mundo de sentimentos novos.
E desde então eu não sei mais o que é ser eu, sem você.
São cinco anos em que me perdi para te encontrar...e te perdi.
A cada reencontro, ainda que depois de vários anos, parece que foi há uma semana e quando o nosso tempo de separação realmente "foi há uma semana", parecem anos.
Há quanto tempo sem notícias tuas? 20 dias. Só? Parecem séculos.
Falo com o vazio do teu silêncio. Sinto tua presença na ausência.
"Quem vai dizer ao coração que a paixão não é loucura mesmo que pareça insano acreditar? Me apaixonei por um olhar, por um gesto de ternura, mesmo sem palavra alguma pra falar. Meu amor, a vida passa num instante e um instante é muito pouco pra sonhar... Quando a gente ama, simplesmente ama".
Queria voltar ao dia em que te conheci... Faria tudo diferente. Faria em gestos o que eu só consigo em palavras. Palavras ao vento...
Encontros, desencontros e reencontros...
Talvez mais desencontros do que reencontro.
Desencontros que trazem lágrimas, reencontros com sorrisos limitados.
Felicidade tem prazo de validade e eu já passei do tempo de ser feliz.
(Angélica Souza)
sábado, 22 de outubro de 2011
Experimente me amar
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
Martha de Medeiros
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
Martha de Medeiros
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Boneca na vitrine
Quando eu era criança eu tinha muitas bonecas velhas.Muitas eu já ganhava "usada". Vinha de alguma prima 'mocinha' que não queria brincar de bonecas, outras eu mexia tanto que terminava desmantelando as coitadas.
Sempre que minha mãe resolvia fazer arrumação nos meus brinquedos, queria jogar as mais 'acabadas' fora. Dizia que estavam feias, descabeladas ou até sem um braço e uma perna, mas eu, em minha inocência ou sensibilidade excessiva, achava que, se as desprezasse, elas iriam sofrer. Pior, eu acreditava mesmo nisso.
Pensava que boneca tinha sentimento. Sempre procurava brincar com todas igualmente, para não deixar nenhuma 'de canto', solitária, triste.
Essas situações me vieram a mente hoje... Não sei por qual motivos.
A verdade é que me comparo a bonecas. Não as velhas, usadas, mas àquelas desgastadas.
Sabe aquela boneca que está na loja, mas que algum curioso quis descobrir o que tinha dentro da caixa, olhou, tocou, 'amolegou' e deixou lá?
Depois vieram outros e outros que, por mais que tocassem, e vissem como aquela boneca é, sempre leva a outra, a intocada, que está no seu cantinho só esperando ser levada para casa.
Enquanto isso, os anos vão passando. E de repente nem existe mais bonecas iguais a você, que estejam nas suas caixas. Você agora é única na loja. Está lá. Sendo ofertada. Mas de nada adianta.
Por mais que você esteja na vitrine e algumas pessoas passem e te admirem pela boneca que um dia você foi, e até entenda tudo isso que você passou e que explicaria o fato de não estar 'novinha em folha', eles não vão te levar para casa.
Sou como uma boneca na vitrine que ninguém escolhe.
O tempo pode não ter me deixado como fui feita, mas ainda sou eu.
O tempo pode ter desgastado algumas partes dos meus sentimentos.
Os que passaram e apenas PASSARAM deixaram algumas marcas, umas cicatrizes e até feridas crônicas impossíveis de cicatrizar, mas me deixaram no mesmo lugar com minha dores e sonhos marcados por decepções.
Mas ainda estou lá...e só queria que você me escolhesse...
(Angélica Souza)
domingo, 16 de outubro de 2011
Sobre Humilhação
Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.
Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.
Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar - que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.
Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.
Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.
Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.
Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar - que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.
Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.
Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.
(Martha Medeiros)
Quanto mais você conhece a Deus, mais você se torna exigente.
Enquanto nós fingirmos para nós mesmos, nós não iremos a lugar algum; enquanto não reconhecermos as nossas necessidades, as nossas lutas, os nossos males, enquanto não dermos nomes aos nossos inimigos e olhar nos olhos deles, ele serão maiores do que nós; enquanto a gente temer os malefícios da manhã, nós não seremos capazes de entrar na tarde com as cores de ressurreição.
Quanto mais você conhece a Deus, mais você se torna exigente.
É impossível amar o outro se antes o amor de Jesus não estiver amando em nós, não estiver nos devolvendo o tempo todo a nós mesmos. Quando a gente se ama o que na verdade estamos fazendo não é trazendo o outro para nós – isto é equivoco, isso é manhã que não deu certo. Amor de ressuscitados, amor de homens e mulheres que acreditam em Deus, não é amor que retém, é amor que devolve ele a ele mesmo.
Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa.
Jesus é a Palavra. Aqui entra o poder redentor de Deus através do seu Filho Jesus. E o poder do olhar que restitui, faz com que aquela mulher possa descobrir as forças que antes ela não sabia que tinha e assumir que a vida não tinha dado certo.
Quantos de nós temos que passar pelo duro aprendizado de dizer "não deu certo". Por orgulho a gente mente para o outro. Jesus deu a força para aquela mulher de reconhecer: “Eu não nasci para viver essa condição de miserável eternamente”.
Eu preciso reconhecer que quem me leva para frente é o amor de Deus. Essa é a coragem de olhar para mim e reconhecer: "Não deu certo, mas ainda pode dar". Como eu disse, Deus não facilita as coisas, porque se Ele facilita Ele tira a sua parte, que só você pode realizar.
Sempre que eu ouvia esta música, a imagem que me vinha era da minha mãe, e eu fiz um esforço para não mostrar como eu estava frágil. Como é bom encontrar com olhos que nos reinaugura. Na vida de um cristão a vida está sempre recomeçando.
Na sua vida você faz a experiência de encontrar e de ser encontrado. Tantas vezes você esbarra naquele irmão que você já não vê há trinta anos, e que você já não sente mais nada. Quantas relações humanas estão falidas porque as pessoas não conseguem mais reinaugurar um ao outro.
Irmãos que há tanto tempo não se encontram, porque não têm a coragem de contar a sede que têm e o outro não sabe que você está sedento.
O mundo começa na palavra que a gente diz. Faça a experiência do silêncio e o mundo começará a partir da palavra que você vai dizer daqui a pouco.
Sempre tem um "espírito de porco" para nos lembrar o que a gente fez de errado ou daquilo que a gente não fez. E quantas vezes nós somos desumanos. Às vezes, somos especialistas em colocar os olhos somente naquilo que não deu certo em nós. Gente que assume a postura de acusador.
Muitas vezes, a pessoa está fazendo tudo errado, mas o que você não pode esquecer é que o diabo não tem o direito de dizer que você é errado, porque ele só sabe mentir. Por que você é pessoa certa, só que está no lugar errado; pessoas certas vivendo na vida errada. É igual a um diamante que está sujo de barro, mas não deixa de ser diamante.
Quanto mais você conhece a Deus, mais você se torna exigente.
É impossível amar o outro se antes o amor de Jesus não estiver amando em nós, não estiver nos devolvendo o tempo todo a nós mesmos. Quando a gente se ama o que na verdade estamos fazendo não é trazendo o outro para nós – isto é equivoco, isso é manhã que não deu certo. Amor de ressuscitados, amor de homens e mulheres que acreditam em Deus, não é amor que retém, é amor que devolve ele a ele mesmo.
Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa.
Jesus é a Palavra. Aqui entra o poder redentor de Deus através do seu Filho Jesus. E o poder do olhar que restitui, faz com que aquela mulher possa descobrir as forças que antes ela não sabia que tinha e assumir que a vida não tinha dado certo.
Quantos de nós temos que passar pelo duro aprendizado de dizer "não deu certo". Por orgulho a gente mente para o outro. Jesus deu a força para aquela mulher de reconhecer: “Eu não nasci para viver essa condição de miserável eternamente”.
Eu preciso reconhecer que quem me leva para frente é o amor de Deus. Essa é a coragem de olhar para mim e reconhecer: "Não deu certo, mas ainda pode dar". Como eu disse, Deus não facilita as coisas, porque se Ele facilita Ele tira a sua parte, que só você pode realizar.
Sempre que eu ouvia esta música, a imagem que me vinha era da minha mãe, e eu fiz um esforço para não mostrar como eu estava frágil. Como é bom encontrar com olhos que nos reinaugura. Na vida de um cristão a vida está sempre recomeçando.
Na sua vida você faz a experiência de encontrar e de ser encontrado. Tantas vezes você esbarra naquele irmão que você já não vê há trinta anos, e que você já não sente mais nada. Quantas relações humanas estão falidas porque as pessoas não conseguem mais reinaugurar um ao outro.
Irmãos que há tanto tempo não se encontram, porque não têm a coragem de contar a sede que têm e o outro não sabe que você está sedento.
O mundo começa na palavra que a gente diz. Faça a experiência do silêncio e o mundo começará a partir da palavra que você vai dizer daqui a pouco.
Sempre tem um "espírito de porco" para nos lembrar o que a gente fez de errado ou daquilo que a gente não fez. E quantas vezes nós somos desumanos. Às vezes, somos especialistas em colocar os olhos somente naquilo que não deu certo em nós. Gente que assume a postura de acusador.
Muitas vezes, a pessoa está fazendo tudo errado, mas o que você não pode esquecer é que o diabo não tem o direito de dizer que você é errado, porque ele só sabe mentir. Por que você é pessoa certa, só que está no lugar errado; pessoas certas vivendo na vida errada. É igual a um diamante que está sujo de barro, mas não deixa de ser diamante.
Pe. Fábio de Melo
Sexo x Amizade
O sexo é mais importante do que a amizade.
Você fica chocado com essa afirmação? Pare para pensar, quantas vezes você deixou de estar com sua amiga, aquela que você conhece há 10 anos, para estar com aquele 'gatinho' que você conhece há um mês?
"Não, eu amo minha amiga", mas meu 'NAMORADO é meu namorado.
E amigo tá sempre por ali, sempre de braços abertos para me acolher.
Mas você não tá nem aí se sua amiga tá sozinha, chorando e sem ter para onde sair, nem para onde ir, porque você precisa dispensar 24h do seu dia para estar com o 'homem da sua vida'.
O que o namorado te dá que o amigo não dá? Sexo.
Então eu volto a afirmar: Sexo é mais importante que amizade, a grande diferença é que somos covarde demais para admitirmos. Temos que pregar um discurso puritano de que a amizade é tudo. Mas amigo só serve quando estamos na pior. Porque se estamos bem, nem lembramos que ele existe. Basta estar com alguém.
E tem muito amigo egoísta também, daqueles que sempre desejam que estejamos sós. Para vivermos ao seu lado pedindo apoio, atenção e estar na mão deles.
Em suma, ninguém deixa de estar com o 'namorado, caso, relacionamento, marido ou sei lá o que', para estar com um amigo.
Amizade é muito bom, mas só quando se está solteiro.
Pena que ninguém admite isso...
(Angélica Souza)
Você fica chocado com essa afirmação? Pare para pensar, quantas vezes você deixou de estar com sua amiga, aquela que você conhece há 10 anos, para estar com aquele 'gatinho' que você conhece há um mês?
"Não, eu amo minha amiga", mas meu 'NAMORADO é meu namorado.
E amigo tá sempre por ali, sempre de braços abertos para me acolher.
Mas você não tá nem aí se sua amiga tá sozinha, chorando e sem ter para onde sair, nem para onde ir, porque você precisa dispensar 24h do seu dia para estar com o 'homem da sua vida'.
O que o namorado te dá que o amigo não dá? Sexo.
Então eu volto a afirmar: Sexo é mais importante que amizade, a grande diferença é que somos covarde demais para admitirmos. Temos que pregar um discurso puritano de que a amizade é tudo. Mas amigo só serve quando estamos na pior. Porque se estamos bem, nem lembramos que ele existe. Basta estar com alguém.
E tem muito amigo egoísta também, daqueles que sempre desejam que estejamos sós. Para vivermos ao seu lado pedindo apoio, atenção e estar na mão deles.
Em suma, ninguém deixa de estar com o 'namorado, caso, relacionamento, marido ou sei lá o que', para estar com um amigo.
Amizade é muito bom, mas só quando se está solteiro.
Pena que ninguém admite isso...
(Angélica Souza)
sábado, 15 de outubro de 2011
Ser Escape
Como é triste a vida de um escape. Só é utilizado quando o pneu (original) falha.
Ninguém se importa se ele está triste, feliz ou se sentindo sozinho. Só importa que ele esteja 'em bom estado' de conservação para ser usado quando solicitado.Ninguém usa escape toda a vida. Utiliza, no máximo, até a próxima borracharia, quando o original é consertado e o escape volta para o fundo da mala e lá permanece.
A vida é assim.
As pessoas te tratam como espape e você permite achando que algum dia vai ser tomar 'prioridade'.
Isso nunca vai acontecer. As pessoas só vão realmente te procurar quando não tiverem opção,
seja pela distância física que a 'original' esteja ou pela distância emocional. O fato é: O escape é tão mal amado que fica torcendo que os outros falhem para serem usados.
Triste vida é ser escape. Depender da falha do outro para ser útil.
Triste vida é toda essa, que as pessoas fingem tão bem que acabam por acreditar nas suas máscaras.
(Angélica Souza)
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Dentro de um abraço
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.
Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Meu palpite: dentro de um abraço.
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incer-ta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.
O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?
Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.
12 de junho de 2008
Livro: Feliz Por Nada- Martha Medeiros
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Descobri aos 30
Concordei com algumas partes, outras não, mas descobri que, melhor do que a fase dos 25, é chegar aos 30.
Briquei muito sobre isso. Agora eu sou uma 'trintona', mas, embora eu esteja nos meus recém-completados 30 anos, já consegui descobrir muitas coisas.
Descobri aos 30 que, tempo de amizade não é FGTS. Você 'ser amiga' de alguém há mais de 15 anos não significa que existe um fundo de garantia que a amizade nunca mais acabar. Não é porque nos conhecemos antes da minha primeira menstruação, que continuaremos a ser amigas até a menopausa. Amizade não é como vinho que 'quanto mais velho melhor', pelo contrário, amigo que acha que você é funcionário de uma empresa do qual ele gerencia a sua vida, na verdade nunca o foi. É só o desejo de possuir. Desejo de dominar para poder dizer aos novos amigos que tem uma "amiga de infância". Isso deve fazer bem ao ego, superego e sei lá o que mais.
Descobri aos 30 que não adianta manter o homem que você ama ao seu lado, se na verdade ele quer está ao lado de outra (ainda que esta outra seja só um estereótipo, que talvez nem exista). Amor nenhum vale isso. Descobri que se mutilar, que bancar a amiga só pela companhia do ser amado pode ser uma prova de amor...a ele, mas uma amputação do seu amor próprio. Você pode continuar amando-o e esperando-o, mas só se ele vier por inteiro. Amor pela metade, amor onde só um ama, não vale a pena. Aos 30 anos posso dizer que AMO e amo muito, mas eu preciso me amar muito mais. Amor que dá náusea no meio da semana, sem ter comido ou bebido nada que pudesse fazer mal. Amor que faz adoecer. Amor nos deixa prostrado, não é um 'amor bom'. É, no mínimo, um amor adoecido, que esqueceu que para se amar a alguém é preciso se amar primeiro.
Descobri aos 30 que o momento de se viver é agora. Que não adianta esperar porque simplesmente o telefone não vai tocar, e que você pode enviar um milhão de torpedos e não conseguirá dizer em 140 caracteres o que realmente sente, então, pra que tentar?
Descobri aos 30 que não nasci agarrado com ninguém (não sou gêmea siamesa) para depender das pessoas para sair. Já tenho idade suficiente para ir e vir... ainda que para isso precise ir sozinha.
Descobri aos 30 que ficar sozinho é bom (não todo o tempo), mas a solidão te livra de usar uma máscara que não serve para nada.
Descobri aos 30 que você precisa estar em sintonia com Deus, mas que a religião é totalmente desnecessária.
Se Deus não te ouvir no silêncio do seu quarto também não ouvirá no meio de pessoas egoístas que no fundo estão ali só pensando em si próprias. Lembro-me que em uma das passagens bíblicas Jesus disse: "Onde dois ou mais estiverem reunidos no meu nome, eu ali estarei", mas quem me garante que uma Igreja lotada (ou qualquer outra instituição religiosa) está ali funcionando como Jesus queria que estivesse? Quem me garante que eles estão orando pelo mesmo Deus ou pelo bem da humanidade. Podem estar todos reunidos, mas como na Torre de Babel.
Descobri aos 30 que por mais perfeita que eu tenha tentando ser ao logo dos anos, meus pais não vão me admirar mais por causa disso. Perfeição é um estado de espírito onde cada um considera perfeito aquilo que lhe convém. Hoje posso ser a boa filha e amanhã, simplesmente porque não cheguei sorrindo, ser a ovelha negra da família.
Descobri aos 30 que não adianta emagrecer pelos outros. Você não bebe, não fuma, não tem namorado... ainda querem te impedir de realizar o desejo de comer? Dietas servem para que mesmo? Para ficar boazuda e aquele 'boyzinho' te notar, mas te trocar pela primeira pessoa cheia de vícios?
Descobri que não vale a pena mudar o visual se a alma não mudou.
Descobri que um belo corte de cabelo até levanta tua auto-estima, mas que não adianta esperar o único elogio que você queria ouvir porque simplesmente essa pessoa não existe.
Aos 30 anos descobri que não vale a pena lutar pelo amor de alguém.
Se esse alguém tiver de estar na sua vida, ele vem, mesmo que para isso demore mais 30 anos...
(Angélica Souza)
(Angélica Souza)
domingo, 9 de outubro de 2011
Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história.Martha Medeiros
FALAR
Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.
Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco. Porém, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe.
Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.
Tão banal, não?
E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimí-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
Martha Medeiros, 02 abril de 2006
Nota: Respeito o ORIGINAL da autora.
Textos enxertados: Falei; Já fui de esconder o que sentia; Sei lá...
Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco. Porém, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe.
Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.
Tão banal, não?
E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimí-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
Martha Medeiros, 02 abril de 2006
Nota: Respeito o ORIGINAL da autora.
Textos enxertados: Falei; Já fui de esconder o que sentia; Sei lá...
(...) Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo.
Martha Medeiros
A Alegria na Tristeza
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
(Martha Medeiros)
sábado, 8 de outubro de 2011
Apenas para entender...
Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico muda
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.
(Martha Medeiros)
Sentir-se amado
Sentir-se amado
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
(Martha Medeiros)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A TRISTEZA PERMITIDA
A TRISTEZA PERMITIDA (Marta Medeiros)
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
(Martha Medeiros)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Trecho do livro "Quem me roubou de mim?"
- Dos relacionamentos que você já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente você foi modificado para melhor?
Será que você é a lembrança doida na vida de alguém? Será que você já construiu cativeiros? Ou será que já viveu em algum?
Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar situações e as pessoas certas?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa, pois as perguntas são pontes que nos favorecem travessias.
((Pe. Fábio de Melo))
Será que você é a lembrança doida na vida de alguém? Será que você já construiu cativeiros? Ou será que já viveu em algum?
Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar situações e as pessoas certas?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa, pois as perguntas são pontes que nos favorecem travessias.
((Pe. Fábio de Melo))
Namorar
Namorar é algo que vai muito além de cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só pra dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir pro cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém pra fazer e receber cafuné, um colo pra chorar, uma mão pra enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Somos livres para optarmos, e ser feliz não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...
(Arnaldo Jabor)
(Arnaldo Jabor)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Dia de S. Francisco - Paz e Bem!!!
A saudação franciscana de "Paz e Bem" tem sua origem na descoberta e na vocação do envio dos discípulos, que São Francisco descobriu no Evangelho e, que ele colocou na Regra dos Frades Menores - "o modo de ir pelo mundo". Lucas (10,5) fala na saudação "A paz esteja nesta casa", e Francisco acrescenta que a saudação deve ser dada a todas as pessoas que os frades encontrarem pelo caminho: "O Senhor vos dê a paz".
No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, "De Bono Pacis" - "O Bem da paz" e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de "Paz e Bem".
A paz interior como fundamento da paz exterior
Na Legenda dos três companheiros (58), São Francisco dá para seus frades, o significado único para a paz:
"A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos por vossa mansidão sejam levados à paz, a benignidade e à concórdia. Pois é para isso que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro".
Trata-se da paz do coração que conquistaram. Francisco exorta seus frades a anunciar a paz e a testemunhá-la com doçura, porque este é o único caminho de comunicação para atrair todos os homens para a verdadeira paz, a bondade e a concórdia.
A saudação da paz, como primeira palavra que os frades dirigem aos outros, tem o objetivo de abrir os corações à paz, isto é, à força espiritual interior: a paz interior da bem-aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade.
O Bem da paz - o "Sumo Bem"
Deus Sumo Bem é a experiência fundamental de Francisco, o ponto de partida de sua espiritualidade. Nela se fundamenta a vida franciscana como resposta de amor, configurando o amado ao Amor. Portanto, "Bem" é Deus-Amor, é a caridade.Deus, o Sumo Bem, chamou a todos a participarem do seu Ser, não no sentido de "soma de todos os bens divinos", mas Deus, enquanto "bem único". Por isso, a atitude típica de São Francisco é o êxtase adorante e a decisão de estar sempre a serviço deste Deus; um serviço que nasce da alegria da gratidão. É a atitude que projeta em Deus a completude de si mesmo, que leva a renúncia a tudo, até à posse de Deus. Francisco descobre neste "vazio", a presença de Deus, unicamente como "dom". E é justamente este o sentido da resposta humana, a da conversão ao Bem, ao "Sumo Bem": aceitar Deus como centro absoluto da própria existência, e inserir-se no seu projeto tornando-se seu colaborador. Desta experiência nasce a "doçura", que enche a vida de Francisco, a sua necessidade de entregar tudo a Deus (pobreza), de render-lhe graças e louvá-lo sem cessar. Desta experiência nasce também a confiança de tudo arriscar, sabendo que Deus não o deixará desamparado."Paz e Bem" - A paz se constrói pela caridade
Portanto, a saudação franciscana de "Paz e Bem" é um programa de vida, é uma forma evangélica de viver o espírito das bem-aventuranças. Nestas duas 'pequenas' palavras se esconde um dinamismo e uma provocação: saudar alguém com
"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.
Daí que, a paz só se constrói por meio da caridade (o Bem), porque a caridade é "forte como a morte" (ct 8,6); à qual ninguém resiste e, quando vem, mata o mal que fomos para que sejamos outro bem. A caridade gera a paz. A caridade está na paz assim como o espírito da vida está no corpo. A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve. A caridade vivifica os membros de Cristo, os une e os faz estar em harmonia num só corpo. Ela é como um cabo, em cuja parte superior foi aplicado um gancho que liga a divindade à humanidade, o cordão que o senhor colocou na terra e com o qual ergueu o homem para o céu" (Mestre Rufino).
No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, "De Bono Pacis" - "O Bem da paz" e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de "Paz e Bem".
A paz interior como fundamento da paz exterior
Na Legenda dos três companheiros (58), São Francisco dá para seus frades, o significado único para a paz:
"A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos por vossa mansidão sejam levados à paz, a benignidade e à concórdia. Pois é para isso que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro".
Trata-se da paz do coração que conquistaram. Francisco exorta seus frades a anunciar a paz e a testemunhá-la com doçura, porque este é o único caminho de comunicação para atrair todos os homens para a verdadeira paz, a bondade e a concórdia.
A saudação da paz, como primeira palavra que os frades dirigem aos outros, tem o objetivo de abrir os corações à paz, isto é, à força espiritual interior: a paz interior da bem-aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade.
O Bem da paz - o "Sumo Bem"
Deus Sumo Bem é a experiência fundamental de Francisco, o ponto de partida de sua espiritualidade. Nela se fundamenta a vida franciscana como resposta de amor, configurando o amado ao Amor. Portanto, "Bem" é Deus-Amor, é a caridade.Deus, o Sumo Bem, chamou a todos a participarem do seu Ser, não no sentido de "soma de todos os bens divinos", mas Deus, enquanto "bem único". Por isso, a atitude típica de São Francisco é o êxtase adorante e a decisão de estar sempre a serviço deste Deus; um serviço que nasce da alegria da gratidão. É a atitude que projeta em Deus a completude de si mesmo, que leva a renúncia a tudo, até à posse de Deus. Francisco descobre neste "vazio", a presença de Deus, unicamente como "dom". E é justamente este o sentido da resposta humana, a da conversão ao Bem, ao "Sumo Bem": aceitar Deus como centro absoluto da própria existência, e inserir-se no seu projeto tornando-se seu colaborador. Desta experiência nasce a "doçura", que enche a vida de Francisco, a sua necessidade de entregar tudo a Deus (pobreza), de render-lhe graças e louvá-lo sem cessar. Desta experiência nasce também a confiança de tudo arriscar, sabendo que Deus não o deixará desamparado."Paz e Bem" - A paz se constrói pela caridade
Portanto, a saudação franciscana de "Paz e Bem" é um programa de vida, é uma forma evangélica de viver o espírito das bem-aventuranças. Nestas duas 'pequenas' palavras se esconde um dinamismo e uma provocação: saudar alguém com
"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.
Daí que, a paz só se constrói por meio da caridade (o Bem), porque a caridade é "forte como a morte" (ct 8,6); à qual ninguém resiste e, quando vem, mata o mal que fomos para que sejamos outro bem. A caridade gera a paz. A caridade está na paz assim como o espírito da vida está no corpo. A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve. A caridade vivifica os membros de Cristo, os une e os faz estar em harmonia num só corpo. Ela é como um cabo, em cuja parte superior foi aplicado um gancho que liga a divindade à humanidade, o cordão que o senhor colocou na terra e com o qual ergueu o homem para o céu" (Mestre Rufino).
sábado, 1 de outubro de 2011
Perfeição
Eu quis ser a filha perfeita e sou cobrada a todo tempo.Eu tentei ser a namorada ideal, mas os conceitos estão mudando.
Ser perfeito é ser fingido.
É mentir, é sorrir mesmo sem vontade, é ser amiga.
Ter com restrições. Ter companhia, mas para isso ter que suportar grosserias.
Para estar ao lado de pessoas, desde que seja na condição imposta por elas.
Só tenho duas escolhas na vida. Ser eu mesma sozinha ou ser fingida ao lado de pessoas que também fingem que gostam de mim.
Escolhi a primeira opção.
Não sei se fiz uma boa escolha porque hoje eu estou sozinha...e infeliz.
É ver o sol lá fora e não ter com quem ir a praia.
É ver os shows acontecendo e não ter quem me acompanhe.
Ou enfrentar tudo, sair e ficar conversando com a tela fria de um computador.
As pessoas gostam disso. Preferem teclados a abraços.
Preferem avatar a sorriso.
Pela internet é muito fácil ser legal.
Não existe mal hálito, nem bafo de cigarro ou bebida.
Não existe nem mal humor, porque se a pessoa te disser algo que você não gosta, basta um "emotion" com um "sorriso" e a pessoa nem percebe.
É, realmente o mundo virtual é muito atraente. Não tem atrasos, nem esperas.
E se uma mensagem demora a ser respondida é culpa do sistema.
Pela máquina é fácil ser pessoa.
Posso ser magra, sorridente e feliz.
É fácil ser fiel, afinal, o que os olhos não veem o coração não sente.
É fácil ser amiga, afinal, não existe o olho no olho, o toque, o cheiro.
É fácil ter...
Como sou real, com defeitos e limitações, mal humores e ciúmes, vivo aqui...
sozinha.
(Angélica Souza)
domingo, 18 de setembro de 2011
Depois de ter você...
Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?
Pra que querer saber
Que horas são?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como essa?
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como essa?
Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...
(Maria Bethânia)
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Eu queria tanto...
...encontrar você.
Eu estava quietinha, achei que nunca mais te veria. O coração doia demais.
Você voltou. Preencheu todos os espaços que a sua ausência deixou e me envolveu com uma nova alegria de viver.
Eu me entreguei, me envolvi em teus braços e beijos e me deixei ficar lá.
Você é meu sonho e minha realidade.
Meu amor, meu desejo.
Quem quero por toda a vida.
Mas assim como a areia do mar, não consigo te segurar nas mãos.
Se te solto, você vai embora. Se te prendo, você escorrega das mãos e em mim resta a dor da saudade e da incerteza.
Ter sua amizade? Missão difícil.
Olhar você, ouvir você, tudo me dói demais quando o que mais quero é tomar você nos braços e te beijar sempre um pouco mais.
Chamar de amigo o homem que amo talvez seja uma das dores mais doídas que o coração pode sentir.
Egoísmo? talvez...Mas, muito mais do que egoísmo, isso se chama amor.
(Angélica Souza)
Eu estava quietinha, achei que nunca mais te veria. O coração doia demais.
Você voltou. Preencheu todos os espaços que a sua ausência deixou e me envolveu com uma nova alegria de viver.
Eu me entreguei, me envolvi em teus braços e beijos e me deixei ficar lá.
Você é meu sonho e minha realidade.
Meu amor, meu desejo.
Quem quero por toda a vida.
Mas assim como a areia do mar, não consigo te segurar nas mãos.
Se te solto, você vai embora. Se te prendo, você escorrega das mãos e em mim resta a dor da saudade e da incerteza.
Ter sua amizade? Missão difícil.
Olhar você, ouvir você, tudo me dói demais quando o que mais quero é tomar você nos braços e te beijar sempre um pouco mais.
Chamar de amigo o homem que amo talvez seja uma das dores mais doídas que o coração pode sentir.
Egoísmo? talvez...Mas, muito mais do que egoísmo, isso se chama amor.
(Angélica Souza)
domingo, 4 de setembro de 2011
Saudade dói..
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
(Marta Medeiros)
Bater com o queixo no chão dói.Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
(Marta Medeiros)
Que saudade
Há dias que são piores que outros.
Sonhei com 'você' e doeu demais acordar e saber que não vou te ver.
Dói demais ver em tudo que nos transformamos.
De amantes a inimigos.
De amigos a desconhecidos.
Triste dor de quem ama.
"Só quem já provou a dor, quem sofreu se amargurou,
viu a cruz e a vida em tons reais.
Quem no certo procurou, mas no errado se perdeu precisou saber recomeçar.
Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar,
pois encontrou, na derrota algum motivo pra lutar.
E assim, viu beleza na miséria.
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer.
Que o verso tem reverso,
que o direito tem avesso,
que o de graça tem seu preço,
e a vida tem contrários.
E a saudade é um lugar, que só chega quem amou,
e o ódio é uma forma tão estranha de amar..."
(Pe. Fábio de Melo)
Sonhei com 'você' e doeu demais acordar e saber que não vou te ver.
Dói demais ver em tudo que nos transformamos.
De amantes a inimigos.
De amigos a desconhecidos.
Triste dor de quem ama.
"Só quem já provou a dor, quem sofreu se amargurou,
Quem no certo procurou, mas no errado se perdeu precisou saber recomeçar.
Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar,
pois encontrou, na derrota algum motivo pra lutar.
E assim, viu beleza na miséria.
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer.
Que o verso tem reverso,
que o direito tem avesso,
que o de graça tem seu preço,
e a vida tem contrários.
E a saudade é um lugar, que só chega quem amou,
e o ódio é uma forma tão estranha de amar..."
(Pe. Fábio de Melo)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Encontro Especial
Estou me sentindo tão bem. De repente me lembrei o motivo de tamanha alegria. Tive um encontro super especial hj com a única pessoa que jamais sairá da minha vida.
Começou assim...
Saí mais tarde do trabalho e logo que cheguei a minha parada percebi que havia perdido um ônibus.
Decidi que seria melhor ir para a outra parada para tentar pegar um outro que faz um percurso diferente.
Ao me dirigi a parada, me vi 'tentada' a entrar na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Entrei e havia apenas duas senhoras conversando tão entretidas que nem perceberam minha presença.
Me vi sozinha diante do altar. Ajoelhei e me entreguei ao pés do Sacrário.
Não contive as lágrimas.
Chorei.
Entreguei naquele momento todas as dores da minha alma.
E, ao contrário do que em outros locais me oferecem, eu não obtive respostas faladas, nem promessas de uma felicidade vindoura.
Lá eu não recebi respostas às minhas indagações.
Não recebi soluções para meus problemas.
Mas ao sair de lá, eu recebi o conforto que eu estava precisando.
O meu coração estava renovado por uma força inexplicável e inenarrável.
Sinto-me leve.
Talvez a felicidade não tenha chegado a minha vida.
Mas a alegria de saber que Jesus existe e que está presente na minha vida, ainda que eu não o reconheça, me
deixa com uma tranquilidade que não sei descrever.
Despeço-me com essas palavras de Olívia Ferreira:
Começou assim...
Saí mais tarde do trabalho e logo que cheguei a minha parada percebi que havia perdido um ônibus.
Decidi que seria melhor ir para a outra parada para tentar pegar um outro que faz um percurso diferente.
Ao me dirigi a parada, me vi 'tentada' a entrar na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Entrei e havia apenas duas senhoras conversando tão entretidas que nem perceberam minha presença.
Me vi sozinha diante do altar. Ajoelhei e me entreguei ao pés do Sacrário.
Não contive as lágrimas.
Chorei.
Entreguei naquele momento todas as dores da minha alma.
E, ao contrário do que em outros locais me oferecem, eu não obtive respostas faladas, nem promessas de uma felicidade vindoura.
Lá eu não recebi respostas às minhas indagações.
Não recebi soluções para meus problemas.
Mas ao sair de lá, eu recebi o conforto que eu estava precisando.
O meu coração estava renovado por uma força inexplicável e inenarrável.
Sinto-me leve.
Talvez a felicidade não tenha chegado a minha vida.
Mas a alegria de saber que Jesus existe e que está presente na minha vida, ainda que eu não o reconheça, me
deixa com uma tranquilidade que não sei descrever.
Despeço-me com essas palavras de Olívia Ferreira:
Ainda que eu ande pelo vale,
E o atravesse à sombra da morte,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
E o atravesse à sombra da morte,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Mesmo que eu não queira a tua presença,
Mesmo que eu me afaste de ti,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Mesmo que eu me afaste de ti,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Teu amor é como a rocha que não se quebra jamais.
Teu amor é como o sol a nascer toda manhã.
É um amor que me constrange,
Que me envolve e me aquece.
Esse amor és tu senhor.
És tu senhor... "
Teu amor é como o sol a nascer toda manhã.
É um amor que me constrange,
Que me envolve e me aquece.
Esse amor és tu senhor.
És tu senhor... "
(Angélica Souza)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Uma semana...
...Se passou e o sentimento não mudou.
A dor é a mesma. A saudade misturada com uma vontade de não ver invade a alma.
O coração tá sangrando. É gritante.
A ferida está aberta e nem esses últimos sete dias, mascarados em atividades sem importância na tentativa, em vão, de tirar esse sentimento da minha mente, foram capazes de sanar.
Uma dor que não tem fim.
Uma incerteza (ou talvez certeza) de que nunca mais irei te ver novamente me machuca.
Dizem que pior do que perder para morte é perder para a vida.
E nem sei pra quem perdi.
A vida e a morte andam lado a lado, quando deixamos de viver, ainda respirando.
Eu morri? Acho que um pedaço de mim morre todos os dias.
Contar os segundos para chegar o final de semana.
Contar as horas para o mês acabar.
Contar os dias para o ano acabar, na esperança que, com a chegada "do novo" algo novo aconteça é morrer pouco a pouco.
Falta-me o ar.
Falta-me a esperança.
Falta-me a fé... E o homem que vive sem fé... não vive.
(Angélica Souza)
A dor é a mesma. A saudade misturada com uma vontade de não ver invade a alma.
O coração tá sangrando. É gritante.
A ferida está aberta e nem esses últimos sete dias, mascarados em atividades sem importância na tentativa, em vão, de tirar esse sentimento da minha mente, foram capazes de sanar.
Uma dor que não tem fim.
Uma incerteza (ou talvez certeza) de que nunca mais irei te ver novamente me machuca.
Dizem que pior do que perder para morte é perder para a vida.
E nem sei pra quem perdi.
A vida e a morte andam lado a lado, quando deixamos de viver, ainda respirando.
Eu morri? Acho que um pedaço de mim morre todos os dias.
Contar os segundos para chegar o final de semana.
Contar as horas para o mês acabar.
Contar os dias para o ano acabar, na esperança que, com a chegada "do novo" algo novo aconteça é morrer pouco a pouco.
Falta-me o ar.
Falta-me a esperança.
Falta-me a fé... E o homem que vive sem fé... não vive.
(Angélica Souza)
Sem palavras
De repente você vem dizer
Que não sente mais nada
Que o sonho acabou
E que já não dá mais pra ficar
Você fala de amor feito um jogo
De cartas marcadas
Como roupa surrada
Que a gente se cansa de usar
De repente você já nem vê
O que faz mais sentido
E me joga na cara palavras
Que fazem doer demais
Bate a porta e me deixa assim
Sem saber o que faço de mim
Sem saber o que eu digo pra mim
Se você me deixar
Que é que eu faço amanhã
Quando eu me levantar
E não ter mais teu corpo pra me aconchegar
Não sentir teus abraços
Querendo apertar o que sempre foi teu
Que é que eu digo à saudade
Quando ela chegar
E o desejo na boca querendo beijar
Que é que eu faço pra me acostumar
A viver sem você.
Que não sente mais nada
Que o sonho acabou
E que já não dá mais pra ficar
Você fala de amor feito um jogo
De cartas marcadas
Como roupa surrada
Que a gente se cansa de usar
De repente você já nem vê
O que faz mais sentido
E me joga na cara palavras
Que fazem doer demais
Bate a porta e me deixa assim
Sem saber o que faço de mim
Sem saber o que eu digo pra mim
Se você me deixar
Que é que eu faço amanhã
Quando eu me levantar
E não ter mais teu corpo pra me aconchegar
Não sentir teus abraços
Querendo apertar o que sempre foi teu
Que é que eu digo à saudade
Quando ela chegar
E o desejo na boca querendo beijar
Que é que eu faço pra me acostumar
A viver sem você.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
à Você (de novo)
Você que decidiu a sua vida
Achando que sem mim pode vencer
Tomara que tudo isso te aconteça
Eu não desejo nenhum mal para você
Achando que sem mim pode vencer
Tomara que tudo isso te aconteça
Eu não desejo nenhum mal para você
Só peço que se cuide
Pois sua vida e outras vidas são iguais
E dessa vez não vai ser eu que volto atrás
Daqui pra frente,você vai ter que entender
Quem sabe vai chorar por mim
Arrependida,me pedindo pra voltar
Depois que destruiu o nosso amor
E me trocou,por alguém que só quis te usar...
Pois sua vida e outras vidas são iguais
E dessa vez não vai ser eu que volto atrás
Daqui pra frente,você vai ter que entender
Quem sabe vai chorar por mim
Arrependida,me pedindo pra voltar
Depois que destruiu o nosso amor
E me trocou,por alguém que só quis te usar...
(Banda Magnificos)
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
À você
Encontrei uma música que resuma o que sinto e o que vivo.
à você.
à você.
Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o quê
Isso quer dizer...
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o quê
Isso quer dizer...
Eu não sei por que
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer...
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer...
Se eu digo: Pare!
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo: Siga!
O que quer que eu diga
Você não vai entender
Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender
Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender...
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo: Siga!
O que quer que eu diga
Você não vai entender
Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender
Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender...
Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o quê
Isso quer dizer...
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o quê
Isso quer dizer...
Eu não sei por que
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer...
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer...
Se eu digo: Pare!
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo: Siga!
O que quer que eu diga
Você não vai entender
Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender...
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo: Siga!
O que quer que eu diga
Você não vai entender
Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender...
Mas se eu digo: Venha!
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender...
(Zeca Baleiro)
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender...
(Zeca Baleiro)
domingo, 21 de agosto de 2011
Quando a gente ama...
... Simplesmente, ama. E é impossível explicar. (Oswaldo Montenegro)
É realmente impossível explicar.
Um sentimento que causa frio na barriga. Que faz tremer. Que faz chorar e que faz sorrir. Que nos deixa bobo.
Não sei descrever o que sinto, só sei sentir.
Por mais que eu busque palavras para explicar, é algo que é indescritível.
Eu amo você, ainda que eu não saiba o que é o amor.
Eu quero você, ainda que eu não consiga viver presa.
Como é difícil ser livre e estar presa.
A mente diz "sou livre", o coração diz "sou tua".
(Angélica Souza)
É realmente impossível explicar.
Um sentimento que causa frio na barriga. Que faz tremer. Que faz chorar e que faz sorrir. Que nos deixa bobo.
Não sei descrever o que sinto, só sei sentir.
Por mais que eu busque palavras para explicar, é algo que é indescritível.
Eu amo você, ainda que eu não saiba o que é o amor.
Eu quero você, ainda que eu não consiga viver presa.
Como é difícil ser livre e estar presa.
A mente diz "sou livre", o coração diz "sou tua".
"Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber...
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber...
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer...
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer...
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada...
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada...
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa...
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa...
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida "
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida "
(Angélica Souza)
sábado, 13 de agosto de 2011
Amor que não se mede
"De todos os presentes da natureza para a raça humana, o que é mais doce para o homem do que as crianças?" (Ernest Hemingway)
Me faço essa pergunta todos os dias.
Achei que amava, mas o verdadeiro amor só passou a existir na minha vida depois que você nasceu.
Por você eu brigo, me jogo no chão, deito e rolo, volto a ser criança. Gasto todo o meu dinheiro, enfrento filas quilométricas, acordo de madrugada, troco fraldas, choro, reclamo, grito, faço 'inimizades' e o mais interessante de tudo: FELIZ.
Desde que você chegou na minha vida, eu não sei o que é assistir novelas, usar o computador, ficar sozinha.
Desde que você chegou eu passei a conhecer todos os desenhos animados imagináveis, existentes e até os heróis que não existem.
Com você aprendi a 'inventar histórias', a sorrir.
Você deu nova forma a minha vida. Você me fez enxergar o que é amar INCONDICIONALMENTE.
Você me fez ver que a vida vale a pena simplesmente porque você existe.
Me faço essa pergunta todos os dias.
Achei que amava, mas o verdadeiro amor só passou a existir na minha vida depois que você nasceu.
Por você eu brigo, me jogo no chão, deito e rolo, volto a ser criança. Gasto todo o meu dinheiro, enfrento filas quilométricas, acordo de madrugada, troco fraldas, choro, reclamo, grito, faço 'inimizades' e o mais interessante de tudo: FELIZ.
Desde que você chegou na minha vida, eu não sei o que é assistir novelas, usar o computador, ficar sozinha.
Desde que você chegou eu passei a conhecer todos os desenhos animados imagináveis, existentes e até os heróis que não existem.
Com você aprendi a 'inventar histórias', a sorrir.
Você deu nova forma a minha vida. Você me fez enxergar o que é amar INCONDICIONALMENTE.
Você me fez ver que a vida vale a pena simplesmente porque você existe.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Essência
Cometi alguns erros na vida. Incontáveis erros. Todos na tentativa de acertar ou de 'aceitar'.
Menti tão bem que acabei por acreditar. Sonhos, realidades, já nem sei ao certo quais são meus.
Quantas vezes acreditei gostar de algo apenas para não estar só.
Hoje, quando o medíocre já não faz mais parte da minha vida, me vejo só.
"Gosto de teatro", mas nem tanto, acho que gosto mais de quem as interpreta.
"Amo óperas", mas só as cantadas pela pessoa que amei.
"Amo Legião Urbana". Sim, acho que é algo real, talvez por Renato Russo expressar os meus sentimentos em sua canção.
"Abraço a causa dos excluídos, das minorias".(acho que a minoria hoje são pessoas como eu). Até participo de manifestações públicas, mas vejo muitos exageros para quem apenas está 'exigindo seus direitos'.
São tantas coisas que nem sei. Hum...
"Pagode"! Pagode eu gosto, mas é feio gostar, né? Não é tão chique como dizer: Ah, eu gosto de Óperas...Pagode é tão comum. Mas eu gosto. Pena que as pessoas que frequentavam comigo hj, talvez, ache que é chique gostar de MPB, ou goste mesmo, não sei.
"Forró" é ótimo, mas só presta pra dançar agarradinho e com um cangote cheiroso, mas como é difícil encontrar isso. rsrsrs
"Gosto da verdadeira Música Popular Brasileira". Isso é uma verdade, mas como não consigo ir aos shows de Vinicius de Morais, Tom Jobim, acho que é um estilo musical difícil de encontrar companhias, talvez por isso nunca tenha assumido.
"Ah, Carnaval", esse me encanta. Amo mesmo. Bailes, festas, fantasias. Talvez a oportunidade de usar uma máscara, sem ter que fingir que não uso. Dá pra entender? A festa em que vivemos uma fantasia.
"Sou Católica!" Acho que sou mais admiradora de Pe. Fábio do que católica. Não aceito alguns conceitos da Igreja que deveria ser Santa.
"Sou candomblecista." Acho lindo, mas tenho minhas angústias e dúvidas de que esse seja o caminho certo. É complicado quando você começa a frequentar por obrigação e não por amor. Talvez tenha sido mais uma forma de ser aceita que eu encontrei.
"Sou espírita". Essa eu acho linda. Teria orgulho de repetir se eu conseguisse vivenciar todos os ensinamentos deixados por Cristo e tão bem esclarecidos no Espiritismo. Chico Xavier, exemplo de bondade, humildade, simplicidade. Não sei como alguém se atreve a falar mal de um verdadeiro santo na Terra. Muito mais santo do que os 'canonizados' escolhido a dedo por uns poucos 'doutores'.
Atualmente não estou apaixonada. Não sei nem o que é isso. Lembro, vagamente, que a paixão nos deixa bobo. Coração acelerado. Frio na barriga. Não sinto mais isso por ninguém, por isso, uma certeza: Não estou apaixonadaaaaaaa. Isso é bom? Acho que não. Passamos a ser racionais demais e a razão sempre nos deixa meio frios, calculistas.
Sou uma quase jornalista, mas já fui uma quase teóloga, uma quase guia de turismo, uma quase contabilista, uma quase... Até quando serei quase alguma coisa eu não sei, mas acho que tô começando bem. Estou conseguindo dizer não gosto, não quero, não vou, mesmo que isso represente ficar mais só.
Se de repente eu olhar para o lado e ver que não tem ninguém, não vou me sentir mal por ter sido eu mesma. Acho que até vou me sentir bem por saber que essas pessoas não gostavam de mim, mas gostavam da minha submissão de dizer sempre SIM.
É isso, esse meu diário online é um perigo. A partir daqui muitos podem começar a ver quem sou eu, e nem sempre irei agradar a todos. Meu maior Ídolo não agradou, por que eu seria uma excessão?
Não se assuste se eu mudar daqui pra frente, pois na verdade eu não mudei, eu estarei apenas sendo eu mesma, na essência.
(Angélica Souza)
Menti tão bem que acabei por acreditar. Sonhos, realidades, já nem sei ao certo quais são meus.
Quantas vezes acreditei gostar de algo apenas para não estar só.
Hoje, quando o medíocre já não faz mais parte da minha vida, me vejo só.
"Gosto de teatro", mas nem tanto, acho que gosto mais de quem as interpreta.
"Amo óperas", mas só as cantadas pela pessoa que amei.
"Amo Legião Urbana". Sim, acho que é algo real, talvez por Renato Russo expressar os meus sentimentos em sua canção.
"Abraço a causa dos excluídos, das minorias".(acho que a minoria hoje são pessoas como eu). Até participo de manifestações públicas, mas vejo muitos exageros para quem apenas está 'exigindo seus direitos'.
São tantas coisas que nem sei. Hum...
"Pagode"! Pagode eu gosto, mas é feio gostar, né? Não é tão chique como dizer: Ah, eu gosto de Óperas...Pagode é tão comum. Mas eu gosto. Pena que as pessoas que frequentavam comigo hj, talvez, ache que é chique gostar de MPB, ou goste mesmo, não sei.
"Forró" é ótimo, mas só presta pra dançar agarradinho e com um cangote cheiroso, mas como é difícil encontrar isso. rsrsrs
"Gosto da verdadeira Música Popular Brasileira". Isso é uma verdade, mas como não consigo ir aos shows de Vinicius de Morais, Tom Jobim, acho que é um estilo musical difícil de encontrar companhias, talvez por isso nunca tenha assumido.
"Ah, Carnaval", esse me encanta. Amo mesmo. Bailes, festas, fantasias. Talvez a oportunidade de usar uma máscara, sem ter que fingir que não uso. Dá pra entender? A festa em que vivemos uma fantasia.
"Sou Católica!" Acho que sou mais admiradora de Pe. Fábio do que católica. Não aceito alguns conceitos da Igreja que deveria ser Santa.
"Sou candomblecista." Acho lindo, mas tenho minhas angústias e dúvidas de que esse seja o caminho certo. É complicado quando você começa a frequentar por obrigação e não por amor. Talvez tenha sido mais uma forma de ser aceita que eu encontrei.
"Sou espírita". Essa eu acho linda. Teria orgulho de repetir se eu conseguisse vivenciar todos os ensinamentos deixados por Cristo e tão bem esclarecidos no Espiritismo. Chico Xavier, exemplo de bondade, humildade, simplicidade. Não sei como alguém se atreve a falar mal de um verdadeiro santo na Terra. Muito mais santo do que os 'canonizados' escolhido a dedo por uns poucos 'doutores'.
Atualmente não estou apaixonada. Não sei nem o que é isso. Lembro, vagamente, que a paixão nos deixa bobo. Coração acelerado. Frio na barriga. Não sinto mais isso por ninguém, por isso, uma certeza: Não estou apaixonadaaaaaaa. Isso é bom? Acho que não. Passamos a ser racionais demais e a razão sempre nos deixa meio frios, calculistas.
Sou uma quase jornalista, mas já fui uma quase teóloga, uma quase guia de turismo, uma quase contabilista, uma quase... Até quando serei quase alguma coisa eu não sei, mas acho que tô começando bem. Estou conseguindo dizer não gosto, não quero, não vou, mesmo que isso represente ficar mais só.
Se de repente eu olhar para o lado e ver que não tem ninguém, não vou me sentir mal por ter sido eu mesma. Acho que até vou me sentir bem por saber que essas pessoas não gostavam de mim, mas gostavam da minha submissão de dizer sempre SIM.
É isso, esse meu diário online é um perigo. A partir daqui muitos podem começar a ver quem sou eu, e nem sempre irei agradar a todos. Meu maior Ídolo não agradou, por que eu seria uma excessão?
Não se assuste se eu mudar daqui pra frente, pois na verdade eu não mudei, eu estarei apenas sendo eu mesma, na essência.
(Angélica Souza)
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"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.












