E eu tive que ir para Buenos Aires para descobrir que a felicidade mora ao lado.
Durante minhas férias, desbravei por outros mundos. Fiz coisas que jamais imaginei que teria coragem sozinha. Frequentei bares, boates e tangos porteños. Fiz passeios, conversei com garçons e com pessoas da mesa ao lado. Conheci gente de tudo quanto é lugar. Rio, Floripa, Chile... Mas a surpresa veio mesmo quando voltei de viagem.
Sim, foi no Recife que as coisas começaram a acontecer.
Sim, foi no Recife que meu coração começou a bater mais rápido.
Foi no Recife que eu me senti viva.
Agora me pergunto:
Onde é que ele estava nos últimos 12 anos que eu não vi?
O que estava fazendo que estávamos tão perto e tão distantes?
Há um mês - sim, só um mês - eu descobri que o (re)descobri.
E acho que voltei, de fato, há uns 12 anos atrás, do período adolescente, do frio da barriga, de acordar e ir dormir pensando, de ficar insegura, de não saber o que fazer, do coração disparado, do medo, do desejo, da cara de boba, de se alegrar com mensagens, de conferir o telefone 50 vezes no dia para ver se tem alguma mensagem nova, de sorrir sem motivo, de arrastar as amigas para pagar mico, de pedir conselho, de ter assunto repetido, de pentelhar as amigas.
"Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer". Mas por enquanto eu quero lembrar todos os dias. Lembrar do sorriso. Da voz. Do jeito de menino.
Sou bocó mesmo!
Mas eu preciso dizer: Tô apaixonada!
(Angélica Souza)
terça-feira, 29 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Minha Maori
Viajar sozinha foi uma experiência única. Mais do que embarcar para conhecer outras culturas, histórias e pessoas, foi um momento de estar comigo mesma e descobrir que é bom. No fundo, levei cada um de meus amigos comigo. Locais que gostaria que fossem compartilhados, paisagens, estradas.
Quis ter Will comigo quando naveguei pelo mar de Angra. Quis Naedja no Cristo Redentor. Quis Chico na feira da Recoleta. Quis Maga nos Tangos Porteños... Quis que meus amigos estivessem comigo não por me sentir só, mas por estar em locais tão perfeitos que queria compartilhar com eles.
Voltando para a imagem, voltei com desejo de mudança. Conheci pessoas que me fizeram ver a vida com outros olhos. Pessoas que conversei por algumas horas - talvez até menos - mas que somaram algo a minha vida.
Aves em tatuagem tem vários significados, dentre os quais os mais recorrentes são, especialmente a andorinha, livre e segura sempre volta para casa. O anzol simboliza riqueza e prosperidade e as ondas korus e formando as asas são símbolos do novo começo e mudança. Então é só isso que desejo. Que minha andorinha seja um marco de (re)começo, cheia de prosperidade... Sem nunca deixar de lado o principal: A liberdade!
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Paz e Bem!
Paz e Bem!!!
"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.
