quinta-feira, 15 de maio de 2014

+ Sentimento - Tecnologia


Sim, sou jornalista, (quase) especialista em marketing e mídias digitais.
Sim, vivo conectada 24h por dia e a primeira atividade quando acordo (mesmo às 5h da manhã) é conferir WhatsApp, Facebook e Instagram.
Sim, eu confiro mil vezes no dia o que está acontecendo pelo mundo e me desespero quando meu celular começa a apontar que vai descarregar (tá, eu também confesso que ando com dois celulares porque se um descarregar ainda resta o outro).
Sim, faço check in, compartilho imagens, situações, vida...
Sim, eu confesso: Essa dependência tecnológica não é opção, é necessidade.
Hoje me dia, as redes sociais digitais estão cada dia mais tomando o espaço na vida das pessoas. Há uma necessidade desenfreada de estar conectado e de ser multifuncional. A gente quer falar com 20 pessoas ao mesmo tempo no WhatsApp, quer ver o que o vizinho está postando, quer saber como o amigo está se sentindo, que ver se há fotos bonitinhas, quer ouvir música enquanto conversa, assistir filmes, TV, novelas e tudo ao mesmo tempo.
Uma vez li uma frase que dizia que "em tempos de WhatsApp ligação é prova de amor". E é mesmo!
Já imaginou? Deixar de conversar com 15894786743 pessoas ao mesmo tempo e dar atenção só a uma?
Isso é a maior prova de amor que existe.
Cada vez mais as operadoras oferecem "ligações ilimitadas", mas para que? As pessoas não se ouvem mais. As pessoas teclam. Conversar, ouvir a voz, sentir o tom, a respiração está quase em extinção. Pessoalmente então, nem pensar!
A dependência é gerada pelo mundo em que se vive. Estamos "volúveis" demais.
Queremos estar com muitas pessoas ao mesmo tempo, sem perceber que cada dia que passa estamos ainda mais sozinhos, isolados.
Sou da época em que telefone era fixo, existia telefone público de ficha e eu amava ficar com o bolso cheio e passar 30 minutos conversando - e atrapalhando quem queria ligar. Depois a felicidade chegou com os cartões. Ter um cartão para telefonar facilitou muito nossa vida. Namorar por telefone, claro que, depois de passar horas namorando pessoalmente, afinal, o telefone era só para matar um pouco da saudade antes de dormir, por exemplo.
Éramos mais presentes na vida uns dos outros. Sentíamos mais. Hoje é tão mais simples colocar um emotion e fingir que está feliz. Que está tudo bem. Por telefone a voz trava. O choro não consegue ser disfarçado. A raiva se acusa na voz embargada.
Hoje o silêncio das palavras não ditas imperam nas plataformas digitais. Você ficou com raiva, silêncio. Ficou triste, silêncio. Está apaixonado, silêncio. Dias depois você coloca um :) e tudo volta a ser o que era antes - ou o que nunca foi de verdade.
A solidão acompanhada ou a companhia solitária nos escraviza.
Precisamos cada vez  mais de Smartphone - com internet boa, claro - para fazer parte do mundo real, de pessoas virtuais.
(Angélica Souza)

Encontrei  um vídeo que traduz bem isso. Acho que nunca é tarde para "olhar para cima":


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Paz e Bem!

Paz e Bem!

Paz e Bem!!!



"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.