
Quando decidir viajar um mundo de possibilidades se abriu em minha mente. Confesso que tive medo e com o passar dos meses vendo que não teria companhia, me assustei. Meus amigos já tinham compromissos. Afinal, março não é um mês tão fácil das pessoas estarem de férias. Fiquei temerosa. Fiquei, por vezes, triste, me sentindo só. Se por um lado havia uma garra dentro de mim e um desejo de enfrentar meus medos, do outro estava meu lado mais verdadeiro: sou uma menina assustada e carente. Era sexta - minha viagem estava marcada para a segunda- e eu já havia perdido toda a vontade de viajar. Sequer havia comprado uma mala, embora tivesse com as passagens e hospedagens compradas desce novembro do ano passado. Viajar era um desafio. Uma prova para mim mesma de que eu era capaz, forte e corajosa. Muita gente acredita que sou isso. Talvez na maioria das vezes eu seja mesmo. Mas manter a decisão de viajar, ainda que sozinha, foi uma afronta a mim mesma. Eu estava disposta a provar que conseguia. E aqui estou. Malas na mão. Coragem no peito. Sorriso no rosto. E o Rio de Janeiro, se prepare, porque eu to chegando.
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