quinta-feira, 26 de julho de 2012

Agora oficialmente JORNALISTA!





No inicio eramos apenas comunicadores sociais. Publicitários e jornalistas dividiam o mesmo espaço físico e os mesmos sonhos. As primeiras amizades surgiram dali, desde os primeiros dias de aula. A ansiedade de ver quem estará sentado naquelas carteiras. Quem seriam os professores, os livros que teríamos que ler e as notícias que iríamos escrever.

Naquele dia parecia que uma eternidade ainda estaria pela frente. Seriam 42 meses. Textos, textos e mais textos. E a cada novo professor, a mesma lição: LEIAM, LEIAM MUITO.

No primeiro ano era teoria atrás de teoria, termos complicados na aula de economia, filosofia, sociologia, datas na história da comunicação entre várias coisas.

Amizades que foram surgindo e se fortalecendo a cada volta para casa dividindo o mesmo ônibus ou pelo simples fato de atravessar a ponte. Aos poucos fomos descobrindo afinidades e os primeiros grupos de amigos foram se formando.

Mas quando o, então ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, defendeu a extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, foi um choque.

Muitos de nossos colegas desacreditaram na profissão e pouco a pouco deixaram para trás um sonho que, para nós, começou a se tornar realidade em 02 de fevereiro de 2009.

Alguns desistiram mesmo, mas infelizmente a situação financeira de outros não colaborou para eles estarem aqui, sentados do nosso lado. Mas estão no coração de seus amigos que sentiram as perdas ao longo dos novos semestres com a lista de chamada menor.

Nesta noite especial, recebemos nosso diploma. Mesmo com todos os problemas enfrentados em nossa educação universitária, mesmo que nossa graduação não conte com o devido reconhecimento.

Nosso trabalho é o de refletir a verdade, propondo interpretações e sugerindo alternativas. Acreditamos que um jornalismo independente e ético só é possível com liberdade. Liberdade de expressão para nosso trabalho e também para que o público tenha acesso a diferentes visões da realidade, contribuindo para um espírito crítico e coletivo.

Hoje é um dia solene para nós. Acontece agora um rito de passagem, uma celebração pública de alguns teimosos que estudaram nos últimos três anos e meio, quatro ou cinco anos, alguns mais, para formarem-se humanistas e profissionais.

Houveram dias de sorrisos e dias de lamentações; dias que se emendaram uns aos outros pelas madrugadas de estudo e dias de descanso; dias de adrenalina e dias de tédio, mas foram sempre dias que nos envolveram e transformaram nossas vidas.

Esta conquista representa a afirmação da capacidade de realização individual, mas principalmente reafirma a importância daquelas pessoas com quem convivemos. Para as famílias e amigos é um momento de festa ao ver que um dos seus venceu as próprias limitações ao formar-se um jornalista.

Para receber a glória por este feito, cada um de nós pagou um preço. Alguns saíram de casa, em direção a um local desconhecido, com pessoas desconhecidas: um mundo novo, encantador e assustador.

Em algumas circunstâncias estivemos longe de pessoas que amamos, mesmo que fisicamente perto. Houve dias de saudade e dias de desespero. Mas tudo isso valeu a pena. Afinal, quem não lembra a alegria da primeira matéria escrita, dos primeiros offs, de nossas primeiras fotos jornalisticas?

Seria bom se tudo fosse só glórias. Mas a glória nossa de cada dia é feita com o sacrifício de nossas escolhas. Enfrentamos o trânsito, o ônibus lotado, o caminho longo até nossa casa. Provas, provas e mais provas. Conceitos, termos, técnicas, nomes, teorias... e se não bastasse, nossa vida pessoal.

Mas a dificuldade da batalha só aumenta o brilho da vitória. Podemos até reclamar que foi difícil e complicado, mas foram esses desafios que nos formaram. Foram aqueles primeiros textos, as primeiras teorias que colocaram a base para o profissional que cada um é hoje. E esta é a consumação do esforço de muita gente: Nossos pais, que muitas vezes não tiveram a nossa oportunidade de frequentar uma universidade. Nossos amigos que suportaram nossas angustias e ausências. Nossos relacionamentos afetivos, que abriram mão de feriados, finais de semana e noites de festa para que pudéssemos estudar para aquela bendita prova teórica de fotografia.

Mas muita coisa boa fica guardado em nossa memória também. As festas, as pizzas depois das aulas, as brincadeiras, as comemorações... e nossos professores que nos fizeram descobrir um mundo novo. As aulas de rádio, de TV e até mesmo de fotografia. A descoberta dos veículos de comunicação e a identificação com eles.

E o temido Projeto Experimental? Esse tirou nosso sono, nosso juízo e até o cabelo daqueles que já nem tinham tantos. Mas conseguimos. Foram trabalhos elogiados. Todos com notas acima da média. Uma produção ímpar. Enfrentamos as nossas próprias limitações para ouvir, depois de um ano inteiro, ou melhor, três anos e meio, aquela última nota. O veredicto final. O sinônimo de dizer: parabéns, você é jornalista.
Um reconhecimento que é fruto da dedicação de vários professores. Sem a cobrança e os famosos deadlines, ou datas limites para entrega de trabalhos e matérias, nada teria graça. Cada um com suas afinidades, devemos muito a esses professores que estavam ali, todas as noites dividindo suas experiências e conhecimentos, preocupados com a formação de novos jornalistas, o futuro da imprensa. Olha a responsabilidade.
Somos nós os vencedores. Foram amizades e laços fortes construídos durante esses anos. Primeiras impressões que se desmancharam, confidencias trocadas e o apoio de verdadeiros amigos que conquistamos durante o curso. São lembranças e amizades que o tempo vai demorar para apagar, ou melhor, que o tempo nunca irá apagar. Esses dias ficarão marcados para sempre na reportagem que cada um lê de sua própria vida.

Essa pauta não tem fim. Os caminhos, suítes ou desdobramentos deste texto são diversos. Cada um agora irá seguir o seu próprio caminho. Somos como barcos que estavam ancorados. Agora prontos para ganhar a imensidão do mar.
Nesta ocasião gostaria de cumprimentar os colegas e amigos pela disposição e coragem de atuar no Jornalismo em tempos tão desafiadores. Mesmo com todas as dificuldades, cada um foi encontrando seu rumo e assim foram surgindo contratos com o Diário de Pernambuco, Rede Brasil de Comunicação, Celebs PE, Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, TV Tribuna, Câmara dos Vereadores, Prefeitura de Jaboatão, Sindicato dos Pescadores, Infraero... Alguns vão para jornais, assessorias de imprensa, televisão, rádio, internet… Outros vão continuar estudando, em pós-graduações ou línguas estrangeiras enquanto passeiam pelo mundo.

Mas seja lá onde estivermos, saberemos sempre que a experiência pela qual passamos na Faculdade Joaquim Nabuco foi transformadora, seja pelos conhecimentos ou pelas amizades que levaremos para toda a vida.
Hoje podemos dizer: Somos vitoriosos! Vestimos a camisa e fomos à luta. Não desistimos temos orgulho de dizer que só existe um tipo de jornalistas: OS COM DIPLOMA.

Parabéns a todos nós, Jornalistas!


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Paz e Bem!

Paz e Bem!

Paz e Bem!!!



"Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.