"Eu vi o mundo, ele começava no Recife” e foi assim que Cícero Dias descreveu o Recife. Desta cidade linda, nasceu um mundo impar. Um povo lindo e cheio de alegria. Um povo que não precisa de Unidos da Tijuca, nem de nenhum artista de qualquer parte do mundo, pois já tem André Rio, Nena Queiroga, Lenine, Silvério Pessoa e tantos outros. Um povo que vai atrás do trio elétrico no Galo da Madrugada, mesmo se só tocar o nosso ritmo. Ritmo que nasceu nas ruas do bairro de São José. Ritmo que todo pernambucano já nasce no pé. Ah, meu frevo, meu coração ferve por você... E se meu coração bate por outra cidade, só balança (mas só um pouquinho), pela tua prima-irmã Olinda.
Sou recifense, sou apaixonada, sou amante.
Por você eu sou faço tudo. Brigo, defendo e me orgulho.
Orgulho de ter nascido no berço da cultura que unindo culturas formou sua própria personalidade. Povo ardente. Povo receptivo. Povo que ama!
Por aqui passaram portugueses, holandeses, espanhóis, mas o que prevaleceu foi o nosso jeito tão único de ser.
Recife, parabéns pelos 475 anos. Mas a maior presenteada sou eu, que nasci nessa terra e daqui não saio por nada nesse mundo.

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