Começou assim...
Saí mais tarde do trabalho e logo que cheguei a minha parada percebi que havia perdido um ônibus.
Decidi que seria melhor ir para a outra parada para tentar pegar um outro que faz um percurso diferente.
Ao me dirigi a parada, me vi 'tentada' a entrar na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Entrei e havia apenas duas senhoras conversando tão entretidas que nem perceberam minha presença.
Me vi sozinha diante do altar. Ajoelhei e me entreguei ao pés do Sacrário.
Não contive as lágrimas.
Chorei.
Entreguei naquele momento todas as dores da minha alma.
E, ao contrário do que em outros locais me oferecem, eu não obtive respostas faladas, nem promessas de uma felicidade vindoura.
Lá eu não recebi respostas às minhas indagações.
Não recebi soluções para meus problemas.
Mas ao sair de lá, eu recebi o conforto que eu estava precisando.
O meu coração estava renovado por uma força inexplicável e inenarrável.
Sinto-me leve.
Talvez a felicidade não tenha chegado a minha vida.
Mas a alegria de saber que Jesus existe e que está presente na minha vida, ainda que eu não o reconheça, me
deixa com uma tranquilidade que não sei descrever.
Despeço-me com essas palavras de Olívia Ferreira:
Ainda que eu ande pelo vale,
E o atravesse à sombra da morte,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
E o atravesse à sombra da morte,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Mesmo que eu não queira a tua presença,
Mesmo que eu me afaste de ti,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Mesmo que eu me afaste de ti,
Cuidas de mim. cuidas de mim.
Teu amor é como a rocha que não se quebra jamais.
Teu amor é como o sol a nascer toda manhã.
É um amor que me constrange,
Que me envolve e me aquece.
Esse amor és tu senhor.
És tu senhor... "
Teu amor é como o sol a nascer toda manhã.
É um amor que me constrange,
Que me envolve e me aquece.
Esse amor és tu senhor.
És tu senhor... "
(Angélica Souza)

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