
Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro que não oculta, que não usa disfarces, malícia ou dissimulações.
O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração."
Atualmente, tenho me perguntado se realmente vale a pena ser "Sine-cera".
O mundo anda tão cheio de máscaras que ser sincero não tem sido uma grande virtude.
As vezes que expressei o que realmente sinto,
as vezes que demonstrei meus desejos mais ocultos,
recebi indiferença.
As pessoas acostumam-se a viver na superficialidade.
Dizer o real interesse,
dizer o quanto gosta de alguém o faz, no mínimo, se afastar.
Não falo de demonstração "melosa", romântica.
Falo apenas de dizer o que pensa sem medo.
Vivo duas experiências semelhantes,
a diferença é que numa eu estava "sine-cera" e na outra eu uso uma máscara do tamanho do mundo. Adivinhem só quem está se saindo como "a pessoa perfeita"?
Exatamente: A máscara.
Quando fui capaz de dizer que amo, que quero estar perto,
que sinto ciumes, que sinto medo,
que gostaria de viver ao lado dessa pessoa,
só consegui fazer com que ela sumisse.
Mas em outra situação estou sendo fria,
fingindo uma naturalidade que não existe.
Sabe aquela música de Cazuza:
"Pra que mentir, fingir que perdoou,
tentar ficar amigos sem rancor?...
A emoção acabou,
que coincidência é o amor.
A nossa música nunca mais tocou..."
É por aí...
Quanto mais finjo que tudo está bem,
mais consigo manter por perto as pessoas que amo
(mas que talvez não me ame tanto assim, porque só me aceita por causa da máscara).
Enfim, qual o preço da sinceridade?
A solidão!
Ainda assim eu prefiro a "verdade tristonha,
a ficar com a mentira risonha".
Paz e bem!
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